Jornal do Brasil

Sábado, 22 de Novembro de 2014

País - Sociedade Aberta

Como será a organização eficiente do futuro? 

Tarcisio Padilha Junior*

A organização eficiente, com ou sem fins lucrativos, deverá funcionar mais virtualmente do que com estruturas fixas, e mais com grupos-tarefa do que com equipes permanentes e hierárquicas. A virtualidade da estrutura e sua necessidade absoluta de eficiência deverão ser totalmente modificadas.

Assim modernizada, decerto a organização eficiente se integrará ao sistema de forma mais dinâmica, ainda que mais instável. As novas estruturas, graças à disponibilidade de sofisticados recursos tecnológicos, vão adquirir tão significativo poder de influência no sistema que sua interação, no todo, sofrerá profundas modificações em relação aos papeis que hoje lhes são atribuídos.

É mais importante hoje prestar mais atenção às tendências do que às experiências. Para tanto, há que dar grande crédito aos palpites que se originam de nossa intuição, o que nos mostra, ainda que de modo pouco definido e às vezes de relance, as realidades que se encontram abaixo da superfície.

As realidades que nos cercam são relativas, bem diferentes das concepções cartesianas e mecanicistas vigentes antes do advento da física quântica e da relatividade, bases da ciência moderna. Ao admitirmos isso, passamos a cultivar uma tolerância maior ao que não nos parece lógico.

A sentinela lógica que todos estamos acostumados a usar, com formulação de alternativas, pode inibir o desenvolvimento de um raciocínio não baseado apenas na experiência e seu uso previsível. Fundamentalmente, a abertura da mente engendrada por tal raciocínio provoca uma ruptura do que era estabelecido e quase sempre pela porta da originalidade chega ao resultado inovador pretendido.

A abertura da mente tem como objetivo ativar o nosso pensamento não lógico, para articulá-lo com o lógico, conhecido como pensamento racional ou, simplesmente, como raciocínio convencional. Como decorrência dessa abertura, ganhamos uma maior desenvoltura para criar alternativas de solução e caminhos novos, impossíveis de ser levantados dentro do âmbito da lógica, pura e simplesmente.

A prática da abertura da mente tende a diminuir as naturais censuras que a mente humana, basicamente racional, impõe ao pensamento. Fato é que os insights são mais frequentes à medida que passamos a praticar mais o pensamento não lógico, por onde fluem as manifestações do inconsciente.

* Tarcisio Padilha Junior é engenheiro.

Tags: a, a diminuir, da abertura, da mente, prática, tende

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