Jornal do Brasil

Domingo, 20 de Abril de 2014

País - Sociedade Aberta

Conexões cerebrais

Rosineia Oliveira dos Santos*

A descoberta fundamental deste século é: fomos programados para nos conectar.

Hoje a ciência revela a importância dos relacionamentos construtivos com as conexões humanas que estão cada vez mais sitiadas. A corrosão social tem muitas faces. A neurociência descobriu que o próprio design do cérebro o torna sociável, inexoravelmente atraído para uma íntima ligação cérebro a cérebro sempre que nos entrosamos com outra pessoa.

Uma variedade diferente de células cerebrais, os (neurônios-espelho), é capaz de sentir tanto os movimentos que a outra pessoa está prestes a fazer quanto seus sentimentos, preparando-nos instantaneamente para imitar os movimentos. Portanto, as formas como estabelecemos nossas conexões com os outros têm um significado inimaginável, isso nos leva a idealizar o que significaria, com base nesses novos insights, ser inteligente com relação ao nosso mundo social.

O psicólogo Daniel Goleman, autor do livro Inteligência social, nos informa que “a responsabilidade social do cérebro exige que sejamos sábios, que nos demos conta de que não apenas o humor mas também nossa biologia são direcionados e moldados para outras pessoas em nossa vida o que, por sua vez, exige que avaliemos de que maneira afetamos as emoções e as biologias das outras pessoas.

Do ponto de vista da evolução, a inteligência está entre as habilidades humanas que auxiliaram a sobrevivência de nossa espécie. De certa forma, não temos refletido, até agora, sobre a importância de nosso trabalho, uma prática que objetiva a interação, a integridade de si para consigo mesmo e na relação com o outro. Talvez não tenhamos parado para pensar, ainda, o que significa, na integra, ter como objetivo de trabalho (e de vida) melhorar as relações dos seres humanos, tornando seus ambientes mais amenos e prazerosos.

Deixo a frase do educador Celso Antunes: O valor se constrói com a reflexão, com a conversa interior, com o estímulo ao pensamento, ao passo que os dogmas, em geral, são construídos pela aceitação de uma verdade revelada que jamais poderia ser atingida pelo esforço racional...”.

 Pense!

* Rosineia Oliveira dos Santos, professora, é especialista em psicologia organizacional. - olisanta@gmail.com

Tags: a frase, antunes, Celso, deixo, do educador, o valor

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