Jornal do Brasil

Domingo, 26 de Outubro de 2014

País - Sociedade Aberta

Caos na Defensoria Pública capixaba

Carlos Eduardo Rios do Amaral*

Eu tenho horror a pobre. Eu quero que pobre se exploda”. Eram esses os bordões do político Justo Veríssimo, um dos personagens mais famosos do grande e insuperável Chico Anysio.

Do alto de sua sabedoria e experiência, esse saudoso humorista cearense, mesmo durante os anos de chumbo da ditadura militar, valia-se da comédia e da ironia para advertir o povo brasileiro do que se passava na mente de certos políticos, as verdadeiras ideias e intenções de alguns agentes públicos.

E por falar em pobre, naturalmente, vem à mente de cada cidadão e cidadã a Defensoria Pública, instituição designada solitariamente pela Constituição federal de 1988 para promover os direitos e interesses do pobre e da coletividade de pessoas necessitadas. Assim, ter horror a pobre e, ainda, desejar que o mesmo se exploda é o mesmo que ter horror à Defensoria Pública e desejar que esta instituição também se esfacele. Não há outro raciocínio ou milagre que possa ser feito para dissociar coisas indissociáveis.

A cada dez dias um defensor público no estado do Espírito Santo pede exoneração. Boa parte para seguir carreira na própria Defensoria Pública, mas de outros estados, onde a remuneração desse profissional é aquela digna e merecidamente equiparada a juízes e promotores.

Bom, este ano teremos eleições gerais. Quero dizer que haverá uma oportunidade ímpar e extraordinária de elegermos um candidato afinado e preocupado com a Defensoria Pública capixaba e seus defensores públicos, com o pobre, com a massa de pessoas carentes de tudo, inclusive de Justiça.

* Carlos Eduardo Rios do Amaral é defensor público no estado do Espírito Santo 

Tags: ano, bom, Eleições, este, gerais, teremos

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