Jornal do Brasil

Sexta-feira, 25 de Abril de 2014

País - Sociedade Aberta

Como escolher o fornecedor de benefícios para a empresa

Lilian Simões*

Não é de hoje que os departamentos de Recursos Humanos têm buscado formas para qualificar e ao mesmo tempo motivar os seus colaboradores. E muito mais ainda para retê-los, porque um grande vilão das empresas é o que chamamos de turnover. Ele interfere não só na rotina das organizações como, também, no seu orçamento, já que contratar, treinar e capacitar novos colaboradores demanda tempo e dinheiro.

Sendo assim, as empresas devem se manter atentas às ações que reduzam e evitem a saída de talentos, porque a tendência é que esse comportamento aumente em decorrência do crescimento econômico nos países com melhores perspectivas de mercado, como o Brasil. Tanto que uma pesquisa realizada no fim do ano passado pela consultoria global de gestão de negócios Hay Group em parceria com o Centre for Economics and Business Research (Cebr) aponta que em 2014 a rotatividade de funcionários deve aumentar. Em relação a 2012, o crescimento mundial do turnover deve ser de 12,9%, o que representa 161,7 milhões de trabalhadores que trocarão de empresa neste ano. E agora? Como evitar isso na sua empresa?

Com o objetivo de não fazer parte dessas estatísticas, muitas organizações oferecem cada vez mais benefícios com a proposta de atingir várias metas: motivar, reter e qualificar seus profissionais. Outro estudo feito pela Hays com o Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), realizado em 2013, aborda os benefícios mais utilizados pelas empresas com o intuito de retê-los. Ao todo, foram 700 contratantes entrevistados, e 94,5 % deles afirmaram que têm aumentado a oferta de benefícios não salariais para se tornarem um diferencial no mercado para seus colaboradores.

Dentre os benefícios mais comuns ofertados por essas empresas estão o seguro saúde (90,4%) e o seguro de vida (86,9%). Mas também chama a atenção a quantidade das empresas que ofertam telefone celular (74,6%), notebook (70,1%), estacionamento gratuito (64,3%) e carro (46,4%). O que muitas organizações também têm feito é investir na capacitação dos profissionais. Tanto é que a pesquisa ainda aponta que 49,6% dos contratantes declararam oferecer bolsa ou auxílio financeiro para cursos de idiomas e ainda apurou que 77,7% deles consideram essa uma qualificação importante para o mercado.

Sendo assim, o que podemos concluir com tudo isso? Acredito que o benefício é muito bem visto pelo profissional, e com certeza gera retorno para as organizações. Entretanto, tenho percebido que o RH precisa se atentar cada vez mais na escolha dos fornecedores dos benefícios. Um bom exemplo é o caso das escolas de idiomas, que, como citei acima, têm tido uma grande importância no processo de qualificação dos profissionais e são responsáveis por administrar a carga das aulas. Abaixo listo algumas dicas para ajudar na escolha dessas escolas:

•A primeira dica é que o departamento de Recursos Humanos deve buscar por uma escola responsável, séria e comprometida. Em muitos casos, isso pode ser constatado verificando desde quando ela existe e também pelo que dizem os seus clientes/alunos.

•Verificar o nível de instrução e a postura dos profissionais que oferecerão as aulas, pois o curso pode ser para um cargo mais simples, até para o presidente da empresa.

•No segundo momento, é importante ver se a escola oferece planos de aulas flexíveis, de acordo com a necessidade do aluno/empresa. Então, é importante que a empresa busque algo que atenda exatamente às suas necessidades, evitando assim gastos extras.

•Outro ponto importante é optar por uma empresa que acompanhe o aluno desde o início até o fim. Ou seja, o aluno precisa se sentir “apoiado” e perceber que está sendo acompanhado durante todo o período de aulas.

•Além disso, a empresa dever oferecer relatórios periódicos, tanto para o aluno quanto para a empresa. Do ponto de vista para as empresas, o relatório é importante para verificar se o colaborador está se empenhando nas atividades, correspondendo aos objetivos, enfim se está valendo o investimento. Já para o aluno, serve para ele saber o que está errando e muito vezes se esforçar mais.

Acredito que a oferta de benefícios é uma das maiores conquistas nas últimas décadas para a classe trabalhadora. Hoje, em algumas empresas, eles são os mais variados possíveis, indo de seguro saúde a aulas de pilates. Entretanto, é preciso que a empresa saiba escolher, dentro desse amplo leque, o quê, para quem e de quem. Assim, os benefícios com certeza se reverterão em bons resultados.

*Lilian Simões é diretora da Essential Idiomas, consultoria brasileira especializada em idiomas para executivos.

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