Jornal do Brasil

Quinta-feira, 24 de Abril de 2014

País - Sociedade Aberta

Geração plugada no vazio

Sergio Sebold*

Estão se levantando vozes ao redor do mundo, contra toda uma geração que não mais consegue se encontrar nos contedos curriculares. Mesmo as mais inocentes crianças que estão começando seus primeiros passos no bê-á-bá das letras, não conseguem entender a linguagem real dos professores; não conseguem mais se concentrar nos conceitos, particularmente na matemática. De duas uma, ou deverá haver uma mudança radical na pedagogia do aprendizado, ou criar restrições ao uso desordenado da parafernália eletrônica.

A obsessão, que está possuindo os jovens com os novos dispositivos eletrônicos principalmente ligados às relações sociais, está levando a uma expressão nas manchetes do mundo inteiro: demência digital. O vício da Internet está provocando desordens mentais de todo o tipo, desde distrbios no sono, na alimentação, fuga da atenção escolar, isolamento social real, em direção à síndrome de depressão e até ao suicídio por não mais se encontrar o verdadeiro sentido da realidade. Alguns países, como a Coreia do Sul e o Japão, estão mudando tradicionais técnicas pedagógicas, levando os alunos ao maior contato com a natureza, proibindo-os de levar junto qualquer traquitan eletrônica, para se desplugarem do irrealismo.  

Segundo analistas, existem grupos interessados nessa alienação, para empurrar novas doutrinas e ideologias subrepticiamente. Para implantar, os arautos na Nova Era é necessário desviar atenção dos jovens a tudo que pertença ao tronco cultural judaico-cristão, a partir daí, inculcar nos neo-cooptados a ideologia do materialismo ateu. 

A internet e outras parafernálias eletrônicas que permite as comunicações, afasta as pessoas do convívio e do contato verdadeiramente humano, da fala pessoal entre amigos, conhecidos e das suas experiências interpessoais. A indústria virtual leva os jovens a se inscreverem em esquemas de amizades por natureza totalmente gélidos – levando a se consultarem com pessoas muitas vezes desconhecidas, apenas indicadas por pseudoamigos comuns, para resolverem seus problemas, sem se aperceber que muitos usam a rede para o mal.  

O grande risco está na alienação das massas, por meio de programas tendenciosos, mas sempre de forma sutil, quase imperceptível, beneficiando apenas os chamados “donos do mundo”, intercalando com entrevistas de alto impacto, competições de novos equipamentos, novelas, filmes, vídeos (principalmente), testemunhos de artistas alienados; treinados para subverterem, levando entender serem bons colaboradores. 

O que se observa é uma engenharia social incrível, com a eficiência e ascensão rápida da ideologia socialista em muitos países, de maneira a criar uma forte sedução das mentes jovens como pouco poder critico. Sabem como ninguém fazer uma guerra de ideias, onde todo o seu conteúdo se compõe de tramas, trapaças e trambiques. 

No seu isolamento sacrifica-se a conversação real trocando pela mera conexão. Observa-se em casa, mesmo que os componentes da família estejam sob o mesmo teto, cada um fica mandando e lendo seus e-mails. Incrível ainda, em reuniões de altos executivos, para tomada de decisões cruciais, é comum ficarem trocando conversações paralelas via Note book, sobre a mesa. Em salas de aula se observa o mesmo comportamento. 

Esta alienação coletiva, alem de levar as pessoas a muitas enfermidades psicossomáticas, induz ao egoísmo patológico, a depressão etc.; passam a viver um mundo irreal da vida, desvinculando-se da família, dos amigos, exatamente como querem os interesses dos ateístas, do globalismo, para as próximas gerações se tornarem dóceis aos interesses da nova ideologia que se propõe para o mundo da Nova Era. 

Como as pessoas reais estão ficando escassas, são necessários agregar maior volume de contatos virtuais, para preencherem o vazio existencial.  Todos estão plugados com todos, menos consigo mesmo.

Todos estão plugados com todos, menos consigo mesmo.  

* Sergio Sebold, economista, é professor. - sebold@terra.com.br 

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