Jornal do Brasil

Sexta-feira, 25 de Abril de 2014

País - Sociedade Aberta

É nossa responsabilidade

Tarcisio Padilha Junior*

Podemos hoje reconstituir um quadro impressionante de como foi a vida de Cristo naquele tempo. O entorno de uma casa pobre na cidade de Nazaré não era muito diferente de um estábulo improvisado com manjedoura, onde havia animais usados na agricultura ou para a alimentação de subsistência.

Além do pão de cada dia, era possível contar com azeitonas (e seu óleo, o azeite, usado também para iluminar as casas), lentilhas, feijão, e alguns incrementos como nozes, frutas, queijo e iogurte. O peixe era o animal consumido com mais frequência, carne vermelha era reservada para ocasiões especiais.

Ainda na infância, Jesus deve ter brincado com pequenos animais de madeira entalhada. É provável que Cristo não tenha tido acesso a uma educação formal, privilégio de poucos nobres, mas nada o impediria de conhecer profundamente os textos religiosos da época, transmitidos oralmente por gerações.

Os historiadores acreditam que Jesus foi batizado por João Batista nas margens do Rio Jordão, e que esse encontro deve ter moldado sua missão religiosa dali em diante. Os pesquisadores bem sabem que Ele não deve ter escolhido por acaso a festa da Páscoa para fazer sua pregação em Jerusalém.

Apesar de pequeno, o grupo de seguidores de Jesus logo conseguiria atrair adeptos de diversas partes do mundo. Como salientam os pesquisadores, não há como negar que, apenas três séculos após sua morte, Cristo se tornaria o símbolo do cordeiro enviado por Deus para tirar os pecados do mundo.

Como disse o papa Francisco por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, “Jesus nos pede que semeemos seriamente. Não poupemos esforços na formação dos jovens. Ajudemos nossos jovens a redescobrir o valor e a alegria da fé. A alegria de ser amados pessoalmente por Deus. Isso é muito difícil, mas quando um jovem o entende, um jovem o sente com a unção que lhe dá o Espírito Santo.

“Somos responsáveis pela formação de novas gerações, por ajudá-las a serem hábeis na economia e na política, e firmes nos valores éticos”, reafirmou naquela ocasião o papa Francisco. E concluiu: “O futuro exige hoje o trabalho de reabilitar a política, que é uma das formas mais altas de caridade“.

É nossa responsabilidade debruçarmo-nos sobre a realidade, para sermos capazes de tomar decisões no momento presente, ao mesmo tempo em que estendemos o olhar para o futuro, refletindo sobre as consequências de tais decisões. Além da racionalidade científico-tecnológica, impõe-se o vínculo moral com uma responsabilidade social e solidária nascida do diálogo entre gerações.

* Tarcisio Padilha Junior é engenheiro. 

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