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Quinta-feira, 16 de Agosto de 2018 Fundado em 1891

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Confira reflexos nos principais serviços do Rio de Janeiro por conta da greve dos caminhoneiros

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A greve dos caminhoneiros segue em todo o país. Assim como em outras localidades, o Rio de Janeiro teve inúmeros serviços afetados. Veja quais foram os reflexos decorrentes da greve nos principais serviços do Rio de Janeiro:

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ASSERJ

A Associação de Supermercados do Estado do Rio informa que há falta de produtos perecíveis, como frutas, legumes e verduras, principalmente alface, rúcula, brócolis, tomate e caqui. Os produtos não perecíveis ainda não registram falta, pois há estoque, com tamanho variável de acordo com o supermercado. “Mas se essa greve continuar, a gente corre o risco de faltar produtos de necessidade básica, como higiene, arroz e feijão”, conta a superintendente da Associação, Keila Prates. Segundo ela, as autoridades já foram alertadas sobre a possibilidade de falta de estoque. “Devido ao caos, as pessoas estão fazendo estoque em casa, o que aumenta o volume de compras no mercado, e consequentemente, temos de repor”, explica. 

CEDAE

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio informou que a dificuldade de entrega está causando baixa no estoque dos produtos químicos. “A Cedae permanecerá agindo para que suas atividades de produção continuem sem interrupção, no entanto, pede à população que economize água até que seja restabelecida a normalidade na entrega dos produtos químicos necessários e fundamentais ao tratamento”, informou a Companhia em nota.

FETRANSPOR

A assessoria da Fetranspor informou que apenas 60% da frota de ônibus esteve em operação ontem - cenário parecido com o dia anterior. A Federação explica que a adoção de medidas estratégicas diminuiu a gravidade da situação nesta quinta, entre elas, o rodízio de ônibus: significa que os 40% da frota que estava inoperante na garagem ontem, foi para a rua hoje com combustível cheio. Outra medida adotada foi o abastecimento de ônibus em postos de gasolina. Mesmo assim, o aviso da empresa é de alerta: “o cenário é grave, se não tiver nenhuma previsão de abastecimento, a ideia é de piorar amanhã”, comentou a assessoria. 

CORREIOS

Os Correios informaram que não suspenderam a postagem do Sedex convencional, porém os prazos de entrega desses serviços estão sendo acrescidos de 5 dias úteis em função dos protestos. Esta ampliação dos prazos de entrega aplica-se também a todas as modalidades de serviço internacional, malote, carta, FAC, impresso, mala direta, Correios Entrega Direta e Remessas Econômica/Expressa. Os serviços suspensos temporariamente, ainda de acordo com o Correios, são os do grupo SEDEX com hora ou dia marcados para entrega (Sedex 10, Sedex 12 e Sedex Hoje). Com relação à entrega pelos carteiros, a empresa esclarece que está ocorrendo normalmente para objetos que já se encontravam nos centros de distribuição. Quanto aos objetos em trânsito ou que estavam na origem quando a greve se iniciou, ainda não é possível mensurar, com precisão, o tempo de atraso. Em todo o país, não foram entregues 34% das encomendas e 27% das correspondências previstas para esta quarta, “porque não foi possível a chegada dos caminhões dos Correios ao seu destino”, justificou. “Visando reduzir os impactos para a população, os Correios estão ampliando o transporte aéreo para algumas regiões e continuam acompanhando os índices operacionais de qualidade. Tão logo a situação do tráfego nas rodovias retorne à normalidade, a empresa reforçará os processos operacionais para regularizar as entregas”, informou a empresa. 

COMLURB

A greve também tem impactado no trabalho da Comlurb. A falta de combustível nos postos da cidade e os piquetes e bloqueios têm gerado atrasos no sistema, mas a Companhia está conseguindo coletar o lixo domiciliar nas residências. “A Comlurb espera que o movimento termine em breve para que os seus serviços retornem à normalidade”, informou a Companhia.

BARCAS

A CCR barcas informou que suspenderá a travessia Rio-Niterói no fim de semana. A decisão, segundo a concessionária, é uma medida de contingência para minimizar o impacto no transporte aquaviário que inicia na sexta-feira (25), no sábado (26), domingo (27) e segue até segunda-feira (28). Nas linhas Charitas, Paquetá e Cocotá está previsto o  cancelamento de algumas viagens. “As medidas, que foram autorizadas pela Secretaria de Estado de Transportes, vão gerar uma redução de 8% no número de travessias realizadas pela CCR barcas”, informou a Companhia. 

BRT

O BRT informou que foi necessário novo ajuste da frota com o aumento dos intervalos entre os serviços a partir das 16h de ontem. “A dica é antecipar o embarque ou antecipar o horário de pico por volta das 20h”, comunicou. No corredor Transoeste, apenas 4 linhas de 16 estão funcionando. Na Transcarioca, 4 de 10. Já a Transolímpica está em pleno funcionamento. 

UNIVERSIDADES FEDERAIS DO RIO

A UFF estará aberta e com atividades regulares hoje, mas informou que “em virtude da redução da operação do transporte público no Rio de Janeiro, a Pró-Reitoria de Graduação recomenda que sejam adotadas algumas medidas até que a situação seja normalizada”, informou em nota. São elas: o reagendamento das avaliações de aprendizagem obrigatórias já agendadas; a suspensão do agendamento de avaliações de aprendizagem obrigatórias; abono de eventuais faltas dos estudantes.

A UFRJ comunicou que “faltas aos compromissos acadêmicos pelos estudantes devem ser abonadas”. Os Restaurantes Universitários já operam com restrição de cardápio e comparecimento de funcionários. Todas as linhas de ônibus da UFRJ circularam ontem com intervalo de 15 a 20 minutos. Hoje, para economizar combustível, circularão com 20 minutos de intervalo entre as viagens.

A UFRRJ também falou sobre o impacto da greve na locomoção de usuários de transportes públicos, “impactando sobremaneira o comparecimento da comunidade acadêmica a esta Universidade”, e comunicou a suspensão das atividades acadêmicas nos campi, além do abono das faltas dos servidores, a partir das 17 horas de ontem e durante todo o dia hoje.



Tags: caminhoneiros, dyogo oliveira, eunicio, forca policial, greve, jungmann, marcelo pinheiro, senado

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