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Quinta-feira, 21 de Junho de 2018 Fundado em 1891

Rio

Operação das Forças Armadas na Vila Kennedy termina com cinco presos

Veículos e munição foram apreendidos

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Uma operação das Forças Armadas realizada neste sábado (3) na comunidade da Vila Kennedy, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, terminou com cinco presos. De acordo com o Comando Militar do Leste (CML), houve o cumprimento de um mandado de prisão e a prisão de quatro pessoas em flagrante. Dos flagrantes, um foi desacato, outro foi desobediência e dois por posse de drogas.

Foi o primeiro caso de prisão por desacato a militar desde que começaram as operações relacionadas à intervenção federal no Rio de Janeiro, no dia 21.

Exército retirou barricadas

Também foram apreendidos 12 cartuchos de 9 mm, dez carros e seis motos. Mais de 700 pessoas foram revistadas, bem como 617 veículos.

Os militares também retiraram 16 barricadas colocadas por criminosos, cujo objetivo era impedir o trânsito no interior da comunidade. Ao todo, participaram da ação cerca de 1.400 militares, com apoio de blindados e equipamentos pesados de engenharia.

De acordo com a assessoria do Comando Militar do Leste (CML), o homem preso por desacato, que ainda não teve a identidade revelada, foi preso porque "proferiu uma série de xingamentos, ofensas e palavras de baixo calão direcionadas aos militares em presença na atividade", quando as tropas desembarcaram na comunidade para o início da operação. 

>> Forças Armadas fazem operação em Vila Kennedy

O homem, que seria autônomo, recebeu voz de prisão e vai responder por auto de prisão em flagrante delito por desacato a militar em serviço na operação relacionadas à Garantia da Lei e da Ordem (GLO), segundo o CML.

Após a prisão, o homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Judiciária Militar instalada na Vila Militar, por se tratar de crime militar, para a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD). 

"Em se tratando de um civil, como é o caso, após a lavratura do APFD ele será encaminhado à 33ª Delegacia de Polícia (Realengo) para aguardar a decisão judicial, que será exarada em audiência de custódia", informou, por nota, o CML.

O comando justificou que a prisão foi baseada no artigo 299, do Código Penal Militar, que estabelece detenção de seis meses a dois anos para quem "desacatar militar no exercício de função de natureza militar ou em razão dela".

Militares ligados ao Comando Conjunto das Operações ouvidos pelo Estado disseram que o fato deste sábado mostra que é importante se discutir o desacato a militares porque "muita gente acha que pode sair xingando e tudo bem". 

A maioria dos crimes praticados contra militares em operações de GLO no Rio (90%) foi ligada a desacato, conforme estatísticas nas operações na Maré e no Alemão. Desobediência e resistência à prisão configuram os demais casos. Na Maré, foram registrados 144 autos de Prisão em Flagrante Delito e, no Alemão, 130.

Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil



Tags: delegacia, intervenção, militares, prisão, segurança pública

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