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Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018 Fundado em 1891

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Prefeitura do Rio pede cuidado com excesso de álcool e uso de garrafas no Carnaval

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O prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella participou nesta terça-feira (6) da divulgação dos detalhes da operação especial para o Carnaval, no Centro de Operações Rio (COR), na Cidade Nova. Ele abriu o evento com um apelo à população e aos organizadores de blocos de rua. Aos cariocas e turistas, pediu que brinquem o carnaval sem violência ou excesso no consumo de bebidas alcoólicas, além do cuidado com o uso de garrafas de vidro. Às agremiações, pediu que informem à Prefeitura uma estimativa de público próxima da realidade.

"É inequívoco que nós queremos um carnaval bonito, alegre e esplendoroso. Todos nós aqui manifestamos a preocupação com o excesso de bebida, mas se o prefeito diz 'olha, não beba e dirija', sai estampado no jornal 'prefeito diz para não beber'. Aí o outro diz 'prefeito vai proibir carnaval, biquíni, vai proibir de rebolar, salto alto'. Mais que coisa boba! O prefeito está cumprindo seu papel de cuidar da saúde, da limpeza, da iluminação. Qual o papel que o prefeito, com 60 anos de idade, pode fazer para abrilhantar a festa? Eu não sou sambista, não sou passista. O que não pode é beber e dirigir o carro em alta velocidade. Não pode é partir para briga. Isso estraga o carnaval de todo mundo", disse o prefeito.

"É inequívoco que nós queremos um carnaval bonito, alegre e esplendoroso", disse Crivella
"É inequívoco que nós queremos um carnaval bonito, alegre e esplendoroso", disse Crivella

Sobre os blocos de rua, Crivella lembrou que um deles informou que esperava por um público de 25 mil pessoas em seu desfile, mas, na verdade, reuniu cerca de 600 mil foliões. "Nós tínhamos aqui o pedido de um bloco que esperava 25 mil pessoas, mas os funcionários experientes da Prefeitura, que conhecem o carnaval, disseram que 25 mil era pouco e estimaram 50 mil, mas vieram 600 mil pessoas. Foi medido por fotografia aérea. Se a estimativa não é aquela correta, então vai faltar banheiro [químico], por exemplo, e as pessoas vão reclamar. Que os nossos blocos tenham o cuidado de verificar que, a partir do seu pedido na Prefeitura, é que vamos tomar todas as medidas importantes para que a festa seja organizada", afirmou.

Crivella lembrou que, além da verba de subvenção distribuída às escolas de samba e os blocos de enredo, a Prefeitura vai disponibilizar os serviços de órgãos como a Comlurb, a Guarda Municipal, a CET-Rio e a Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com a Riotur, o carnaval promete levar 6,5 milhões de foliões às ruas. A estimativa é que a cidade receba 1,5 milhão turistas no período, gerando uma receita de R$ 3,5 bilhões.

"A festa vai ser muito bonita, a festa vai ser feliz,  vai ser de paz. Mas, se houver algum incidente, nós todos estaremos aí para correr e socorrer. No ano passado, a controvérsia 'o prefeito não foi ao carnaval'. Mas fui visitar as pessoas que sofreram acidentes, no Miguel Couto. Uma delas fez 16 cirurgias e salvamos a perna. Estive ao lado dela e da família o tempo todo. Quantas vezes eu fui ao Miguel Couto. Eu acho que esse é um papel que a população devia dizer assim: 'poxa vida, o prefeito não é um bom sambista, não vai acrescentar nada lá, mas no hospital ele estava para verificar se o povo estava sendo bem atendido'", finalizou o prefeito.

::: Confira lista de serviços divulgado pela Prefeitura na área de transportes: 

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Tags: banheiro químico, bloco de rua, carnaval, organização, público, rio de janeiro, segurança

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