Jornal do Brasil

Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017

Rio

Traficantes Nem e Zeu ficarão mais tempo em presídios federais

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O juiz da Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio, Rafael Estrela, renovou, por mais 360 dias, o prazo de permanência dos traficantes Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, e Eliseu Felício de Souza, o Zeu, nos presídios federais de Porto Velho/RO e Mossoró/RN, respectivamente. O juiz acolheu pedido da Secretaria estadual de Segurança, cujo relatório de inteligência apontou para o risco de aumento dos confrontos armados na cidade.

O documento da Secretaria de Segurança cita como exemplo a guerra travada na Rocinha, entre facções rivais, para o controle do tráfico de drogas na região. O conflito tomou tamanha dimensão, que culminou com a utilização das forças armadas, através do Exército para restabelecimento de alguma ordem na localidade.

Nem cumpre pena em presídio federal desde novembro de 2011
Nem cumpre pena em presídio federal desde novembro de 2011

Na decisão, o magistrado lembra que a Lei de Execuções Penais permite que o preso seja recolhido em presídio federal de outro Estado, quando a medida se justificar no interesse da segurança pública. Por sua vez, a Lei n° 11.671/08, que regula a transferência de presos, autoriza a renovação do prazo por um novo período, caso permaneçam inalterados os motivos da transferência.

“Reforça-se a imprescindibilidade da medida em questão, quando se vislumbra o atual momento de crise em que se encontra o Estado do Rio de Janeiro, com sérias implicações no potencial de investimento e manutenção dos órgãos de Segurança Pública e Administração Penitenciária, reforçando a sensação de insegurança e instabilidade, que só se agravarão com o retorno dos líderes de facção”, assinalou o juiz na decisão.

Apontado como líder do tráfico na Rocinha e da facção criminosa denominada “Amigos dos Amigos (ADA)”, Nem cumpre pena em presídio federal desde novembro de 2011. Zeu, por sua vez, foi transferido em dezembro de 2010.  Condenado a 23 anos pela morte do jornalista Tim Lopes, em junho de 2002, ele, segundo as investigações, integra a cúpula do “Comando Vermelho (CV)”, ocupando posição de liderança no Complexo do Alemão, da Penha, Palmerinha e Tuiuti.

Tags: justiça, nem, prisão, rio, segurança

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