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Segunda-feira, 25 de Junho de 2018 Fundado em 1891

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Funcionários da saúde protestam por salários atrasados no Rio

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O atraso nos salários de funcionários terceirizados de postos, clínicas municipais e hospitais do Rio motivou a paralisação dos trabalhadores nesta quarta-feira (18). Os trabalhadores, que são contratados por organizações sociais (OS), protestaram em frente ao prédio da prefeitura, cobrando o salário referente ao mês de setembro.

“A prefeitura não está repassando os valores para as OS [organizações sociais] e, com isso, os trabalhadores estão sem receber o pagamento do mês passado, com previsão de sair só no dia 16 de novembro. Em algumas unidades também já faltam insumos e o trabalho está prejudicado, causando muito transtorno para médicos, enfermeiros e agentes comunitários”, disse o presidente do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde do Município do Rio de Janeiro, Ronaldo da Silva Moreira.

Segundo Moreira, a falta de verbas pode acarretar problema na manutenção de programas importantes como a prevenção à tuberculose.

“À medida em que os trabalhadores não têm como oferecer atendimento, como será cuidar daquelas pessoas? A Rocinha é o local de maior índice de tuberculose no município [e no Brasil]. Também temos grande quantidade de hipertensos e diabéticos que precisam ir às clínicas para pegar remédios e manter as doenças controladas. Se não conseguem os medicamentos, como vão cuidar da saúde?”

A vice-presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Rio, Libia Belluschi, denunciou a falta de insumos nas unidades por falta de repasse de recursos. “Os enfermeiros estão fazendo o que podem. Desde janeiro, estão sofrendo atrasos salariais. Queremos um calendário de pagamentos, pois os trabalhadores estão sendo desvalorizados”, disse Libia.

Segundo a enfermeira, cerca de 80% dos trabalhadores da rede básica são terceirizados. Na próxima semana, haverá assembleia da categoria, com propostas de paralisação e greve, se não forem regularizados os salários, disse.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foi procurada para se pronunciar sobre as reivindicações dos trabalhadores e se manifestou em nota, dizendo que está seguindo o calendário de repasses estabelecido pela Secretaria Municipal de Fazenda (SMF).

De acordo com a secretaria, o órgão trabalha para que pagamentos em atraso às organizações sociais sejam normalizados. “Já foi solicitada prioridade de pagamentos para os contratos sob análise das comissões fiscais da secretaria.”

Agência Brasil


Tags: crise, financeira, greve, pagamentos, rio, saúde

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