Jornal do Brasil

Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017

Rio

MP faz operação para apurar fraudes na Cruz Vermelha

Justiça determinou conduções coercitivas de dirigentes da instituição no Rio de Janeiro

Jornal do Brasil

O Ministério Público do Distrito Federal realiza nesta quarta-feira (23) a terceira fase da Operação Genebra, que apura fraudes envolvendo a contratação da Cruz Vermelha de Petrópolis para gerir duas UPAs em 2010. O esquema teria sido responsável pelo desvio de R$ 3 milhões. A etapa da investigação quer apurar se a sede nacional da entidade sabia das irregularidades.

São cumpridos quatro mandados de busca e apreensão: um deles em Brasília, na casa do ex-secretário de Saúde Joaquim Barros, e o restante no Rio de Janeiro. A Justiça também determinou duas conduções coercitivas (quando a pessoa é levada a depor). Os alvos são os dirigentes da Cruz Vermelha nacional e estadual do Rio de Janeiro: o casal Rosely Pimentel Sampaio e Luiz Alberto Lemos Sampaio.

Foram apreendidos telefones celulares, computadores, pendrives e documentos nas buscas. Na casa dos dirigentes da Cruz Vermelha, foi encontrado um revólver calibre 32. Rosely foi autuada em flagrante e levada à delegacia. Ela deve ser liberada apenas após o pagamento de fiança.

Sede da Cruz Vermelha em Petrópolis: dirigentes da instituição podem estar envolvidos em esquema de corrupção
Sede da Cruz Vermelha em Petrópolis: dirigentes da instituição podem estar envolvidos em esquema de corrupção

Esta fase é com base em investigações da 4ª Promotoria de Defesa da Saúde do MP, em parceria com a 7ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. Há apoio do setor de inteligência do MP do Rio e da Divisão Especial de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública, da Polícia Civil do DF.

As investigações indicam que o grupo se uniu para direcionar uma licitação da Secretaria de Saúde para favorecer a entidade, que acabou sendo contratada ilegalmente para administrar duas UPAs do DF.

Eles estão sendo investigados pelos crimes de dispensa de licitação, uso de documento público falso, peculato (uso de cargo público para conseguir vantagem pessoal) e lavagem de dinheiro.

Tags: cruz vermelha, distrito federal, genebra, operação, pf

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