Jornal do Brasil

Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017

Rio

Passados mais de 30 dias, o caso de Andrei Apolonio segue inconclusivo 

Estudante da UFF denunciou agressão de policial por homofobia

Jornal do Brasil

Após mais de 30 dias da ocorrência em que o estudante da UFF, Andrei Apolonio dos Santos, denunciou a agressão de um policial civil na 81ª DP de Itaipu, em Niterói, com motivação homofóbica, o caso da vítima segue sem conclusões. 

Segundo a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Niterói, a Defensoria Pública informou que o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) comprovou lesões corporais graves. "Esse laudo é importante porque descaracteriza a defesa dos policiais", afirmou. 

O JB entrou em contato com a assessoria da Defensoria Pública do Rio, porém ainda não obteve retorno. 

Entretanto, a Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol) informou que as investigações seguem no órgão, sem novidades sobre o caso. 

Andrei Apolonio dos Santos denunciou agressões motivadas por LGBTfobia de um agente de segurança pública em plantão na unidade da Polícia Civil em Itaipu, região oceânica de Niterói. O estudante afirma que foi arrastado para dentro da delegacia, ao mesmo tempo em que era humilhado por sua orientação sexual, e após tentativa de fuga, fora novamente agredido fisicamente até perder três dentes. 

"Lamentavelmente da parte da polícia não tivemos retorno, passaram-se mais de 30 dias e nós sequer sabemos se os policiais foram afastados do cargo", disse a assessoria da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Niterói, que desde o ocorrido, tem acompanhado o andamento do caso, e oferecido suporte à vítima. 

Andrei compareceu ao Ministério Público do Rio nesta quarta-feira (16), mas não obteve retorno objetivo sobre o processo em andamento. Em vez disso, ele foi atendido por mediadores do MPRJ, que lhe apresentaram um atendimento do Centro de Valorização da Vítima, um trabalho, segundo ele, que pretende criar condições para que o estudante supere a violência que sofreu. 

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) entregou à Corregedoria, no dia 20 de julho, o pedido de afastamento e também o de suspensão do porte de arma do policial acusado de agredir um estudante. De autoria do Núcleo da Diversidade Sexual e Direitos Homoafetivos da Defensoria (Nudiversis), o documento também foi entregue ao Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) para o devido acompanhamento.

A Comissão de Direitos Humanos informou que na próxima segunda-feira (21) enviará ofícios para a Coinpol, Controladoria-Geral da União (CGU) e para o MP solicitando andamento do caso. 

Andrei está em tratamento para recuperação da arcada dentária através de um serviço do departamento de odontologia da UFF. 

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"Aqui eu não me sinto sozinho. Estou me sentindo muito amado, e percebendo que essa causa não é só minha, é de muitas pessoas", disse Andrei Apolonio no protesto realizado em Niterói contra homofobia
"Aqui eu não me sinto sozinho. Estou me sentindo muito amado, e percebendo que essa causa não é só minha, é de muitas pessoas", disse Andrei Apolonio no protesto realizado em Niterói contra homofobia

Tags: agressao, andrei, homofobia, lgbtfobia, manifestaçao, niteroi

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