Jornal do Brasil

Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017

Rio

Desemprego bate recorde no Rio de Janeiro, aponta IBGE

Na passagem do 1º para o 2º trimestre, aumento só ocorreu no RJ e Pernambuco

Jornal do Brasil

O Rio de Janeiro encerrou o primeiro semestre de 2017 com uma população desempregada estimada em 1,3 milhão de pessoas, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada nesta quinta-feira (17).

Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a taxa de desocupação no estado bateu recorde no 2º trimestre, chegando a 15,6% da população. No segundo trimestre de 2014, esta taxa era de 6,4%, menos da metade que o registrado agora.

Em relação ao primeiro semestre do ano passado, houve aumento de 4,3 pontos percentuais (p.p) da taxa de desocupação no Rio. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, o aumento foi de 1,1 p.p.

Desempregados no Rio chegaram a 1,3 milhão de pessoas
Desempregados no Rio chegaram a 1,3 milhão de pessoas

Em números absolutos, houve aumento de cerca de 400 mil desempregados no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2016, o que equivale a uma alta de 42,7% de pessoas nesta condição. Comparado com o primeiro trimestre deste ano, o aumento no contingente de desempregados foi de 114 mil - 9,4% a mais.

Das 27 Unidades da Federação, só o Rio e Pernambuco tiveram aumento na taxa de desocupação no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro. Em 11, foram observadas quedas nas taxas e nos outros 15 a taxa de desocupação ficou estável.

A pesquisa demonstrou que houve uma redução, no Rio de Janeiro, de 209 mil postos de trabalho com carteira assinada na comparação com o mesmo período de 2016, uma queda de 6,6%. O contingente de trabalhadores com carteira assinada no estado é estimado em 552 mil pessoas.

A população ocupada no final do primeiro semestre deste ano no Rio de Janeiro foi estimada em 7,1 milhões de pessoas. Segundo o IBGE, este contingente não apresentou variação estatisticamente significativa em relação ao mesmo período de 2016. Ou seja, não foram criados postos de trabalho em volume relevante neste período.

Tags: crise, demissões, desempregados, indústria, mercado de trabalho, pesquisa, regiões

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