Jornal do Brasil

Domingo, 22 de Outubro de 2017

Rio

Licitação da Petrobras chama apenas construtoras estrangeiras para retomar obras no Comperj

A Petrobras retomou as obras em complexo alvo de investigações da polícia

Jornal do Brasil

A Petrobras retomou as obras no Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), alvo de investigações a Polícia Federal na Operação Lava Jato. A empresa lançou licitação para construir a unidade de processamento de gás natural (UPGN), que vai receber o gás natural produzido a partir de 2020 no pré-sal da Bacia de Santos.

Nenhuma das empresas convidadas para participar de licitação é brasileira. Das 30, nove delas não possuem escritório no Brasil. As informações são da revista Exame.

Grandes construtoras do Brasil, investigadas no esquema de corrupção, estão impedidas de fechar contrato com a estatal. Essa seria a justificativa que levou a Petrobras a recorrer ao mercado internacional. A fornecedora vencedora da licitação deve substituir a empresa brasileira Queiroz Galvão, que deixou a obra.

Produção de gás na bacia de Santos precisará da Comperj para escoamento
Produção de gás na bacia de Santos precisará da Comperj para escoamento

A Petrobras depende da construção da UPGN para escoar o volume de gás que será produzido no pré-sal da Bacia de Santos daqui a três anos.

A lista de empresas inclui fornecedores de países como a China, representada pela Chalieco, e Austrália, com a Energex Energy. Diante do prazo apertado para concluir as obras, por causa do pré-sal, a equipe da área de Engenharia da Petrobras vem trabalhando no desenho dessa licitação desde o início do segundo semestre do ano passado.

O prazo tem sido o argumento utilizado pela empresa para justificar a preferência pelo mesmo modelo de contratação utilizado na licitação que culminou na contratação da Queiroz Galvão. Assim, como no passado, a companhia vai privilegiar fornecedores de grande porte, com capacidade para contratar todos os equipamentos e montá-los.

Esse modelo é criticado pela Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet) que, em carta enviada ao conselho de administração e à diretoria da petroleira, pediu que a estatal lançasse vários editais, por itens, em vez de um só. Com isso, acredita a entidade, empresas de médio porte poderiam participar, o que estimularia a concorrência.

> > 'El País': O impacto do petróleo

Tags: Petrobras, bacia de santos, comperj, licitação, upgn

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