Jornal do Brasil

Domingo, 23 de Novembro de 2014

Rio

Polícia apresenta acusados da morte de sócia do restaurante Guimas

Jornal do Brasil

A Polícia Civil apresentou, nesta sexta-feira (8), três dos cinco integrantes da quadrilha especializada em 'saidinhas de banco', responsável pelo homicídio da empresária Maria Cristina Bittencourt Mascarenhas, sócia do Restaurante Guimas, morta no dia 17 do mês passado na Gávea, na Zona Sul do Rio. Os três acusados confessaram o crime, que ocorreu de maneira planejada e contou com o uso de uma motocicleta e de um carro.

Jardel Vanderson de Oliveira Vilas Boas, de 28 anos, admitiu ter feito o disparo logo após ter abordado a vítima. Vitor Brunízio Teixeira, de 25 anos, foi o responsável pela escolha da vítima, ao entrar na agência bancária, localizada na Gávea. Outro preso, Marcos Vinícius do Nascimento Bonfim, 21 anos, era uma espécie de agente reserva no crime. Os outros dois participantes do assalto, Júnior Playboy e Wendel dos Santos Gomes, de 34 anos, estão foragidos. O segundo membro da quadrilha é acusado de ser o responsável por toda a logística da ação criminosa.  

A sócia do restaurante Guimas havia sacado a quantia de R$ 12 mil. Deste total, R$ 7 mil foram entregues a Wendel Gomes. O restante foi dividido entre os demais integrantes da quadrilha. Jardel Vanderson, responsável pelo disparo que matou a vítima, recebeu R$ 1 mil pela participação no crime.

Em coletiva de imprensa realizada na Cidade da Polícia, no Jacaré, o responsável pela investigação, delegado Giniton Lages, explicou a dinâmica do crime. Segundo ele, Vitor Brunízzio Teixeira escolheu a vítima após ouvi-la reclamar da demora do atendimento bancário e vê-la entrar em uma sala para pegar a quantia em dinheiro. O integrante da quadrilha deixou a agência e retornou à motocicleta. Outro participante da quadrilha entrou no banco para se certificar sobre a retirada da quantia. Na Praça Santos Dumont, um carro com os demais integrantes aguardava a vítima. Os integrantes são da comunidade Paula Ramos, no Rio Comprido.- 

"O trabalho de inteligência foi intenso. Localizamos na Paula Ramos uma testemunha cujo depoimento foi muito elucidativo no sentido de avançarmos nas investigações e alcançar os presos. Também interceptamos o aparelho celular da vítima. Com base nas primeiras identificações, fomos rastreando os suspeitos. Dez dias após o crime, já tínhamos informações sobre o caso. Os três integrantes da quadrilha apresentados estão indiciados por latrocínio, com prisão temporária decretada", disse Lages.

Diretor da Divisão de Homicídios da Capital, Rivaldo Barbosa ressaltou que a sociedade deveria refletir sobre o sistema bancário, que segundo ele, torna clientes vulneráveis em saques de grandes quantias. Ele agradeceu o apoio da família da vítima às investigações e a parceria com o Disque-Denúncia.

"A sociedade tem que refletir sobre a utilização dos bancos. O que temos hoje é que o banco protege seu patrimônio e deixa de proteger seus clientes e seus funcionários. Não é admissível que dentro de uma agência bancária tenha uma sala reservada que todo mundo sabe que é usada para pegar dinheiro. A vítima foi colocada numa situação de vulnerabilidade. Queremos agradecer à família, que foi de fundamental importância nas investigações e também ao Disque-Denúncia", afirmou Barbosa.

Presente à coletiva de imprensa, o advogado da família da vítima, Leonardo Viveiros, agradeceu o trabalho realizado pela Polícia Civil. "A família está de luto, mas queremos agradecer o trabalho da equipe da Polícia Civil. Eles prestaram um grande serviço à sociedade", afirmou o advogado. 

Tags: Assalto, cristina, elucidação, morte, polícia

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