Jornal do Brasil

Domingo, 21 de Dezembro de 2014

Rio

Alemão tem mais crimes com presença das forças de segurança

Portal Terra

O número de crimes registrados nos complexos de favelas do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, está maior que antes da ocupação da área pelas forças de segurança, em novembro de 2010. O total de ocorrências nos seis primeiros meses deste ano foi 30,1% maior que no primeiro semestre de 2010. Registraram alta crimes como tentativa de homicídio (250%), lesão corporal dolosa (81,8%) e estupro (66,7%). Cinco policiais militares das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Alemão e da Penha morreram em confrontos com traficantes em 2014. Em todo o ano de 2010, o total foi zero. O levantamento foi feito pelo jornal O Estado de S. Paulo no Instituto de Segurança Pública do Rio (ISP), levando em consideração as ocorrências feitas nas duas delegacias que atendem os complexos do Alemão e da Penha - 22ª DP e 45ª DP.

Na comparação entre os primeiros semestres de 2010 e 2014, alguns índices apresentam redução: roubos a residências (de 14 para 6), e roubos e furtos, com queda de 11,2% e 11,1%, respectivamente. Além disso, aumentou em 1.185% o número de apreensões de droga: de 21 a 270.

Trocas de tiros têm sido frequentes na região. Moradores do Alemão organizaram na semana passada na internet um "tuitaço" cmo a hashtag "SOSComplexodoAlemao. Mais de 3 mil tuítes foram registrados, segundo a Diretoria de Análise de Políticas Públicas da FGV. A Secretaria de Segurança (Seseg) informou em nota que, com a ocupação, os moradores “passaram a ter mais liberdade, inclusive a de procurar uma delegacia e registrar crimes". Por isso, a Seseg disse que "inaugurou uma delegacia só para atender à região". No comunicado, a secretaria argumentou que, apesar de alguns índices registrarem aumento no primeiro semestre de 2014, quando houve uma tentativa mais incisiva de criminosos em voltar à região, os números ainda são menores do que os registrados no primeiro semestre de 2009. Ainda segundo a Seseg, “não houve propriamente um aumento no número de estupros, mas sim no número de notificações. Isso graças a um intenso trabalho da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, de conscientização e valorização da mulher”. 

Tags: complexo, crime, Rio, upp, violência

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