Jornal do Brasil

Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

Rio

Pesquisador da Fiocruz preso relata 'humilhações' e 'violências' sofridas

Paulo Roberto deu entrevista a site de escola federal ligada à fundação

Jornal do Brasil

As polêmicas envolvendo prisões de ativistas acusados de participar de manifestações e praticar atos de violência no Rio de Janeiro dominam as manchetes nacionais nos últimos dias. Antecipando as discussões, em novembro a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, órgão federal integrado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicou no seu portal uma matéria com o título "'Pedagogia do terror': testemunho de um ex-preso político da democracia". Trata-se de uma extensa entrevista com Paulo Roberto de Abreu Bruno, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), também ligada a Fiocruz, preso com outras dezenas de pessoas no dia 15 de outubro de 2013, quando participava de um protesto promovido por professores municipais e estaduais do Rio que estavam em greve. 

Entrevista com Abreu Bruno no portal da Escola Politécnica da Fiocruz
Entrevista com Abreu Bruno no portal da Escola Politécnica da Fiocruz

No texto de abertura da entrevista, Abreu Bruno é considerado "um dos presos políticos da atual democracia brasileira". Segundo a matéria, ele foi acusado sem provas e não teve direito à informação ou à presença de advogados, sendo encaminhado para uma delegacia e para dois presídios, incluindo Bangu 9. O pesquisador revelou que circulou pelos “porões da democracia brasileira”. 

Abreu Bruno fazia desde junho do ano passado as filmagens das manifestações que tomaram conta das ruas da cidade. O material serviria de base para futuras pesquisas. Durante a entrevista, o pesquisador relembrou os momentos mais difíceis da prisão, as humilhações e violências sofridas pelo que ele considerou como "presos políticos", descrevendo a rotina no sistema carcerário brasileiro, onde ele diz que é comum a violação de direitos. Destaca a solidariedade dos presos comuns e opina sobre a "fragilidade das lutas políticas diante do terror que o Estado, representado no caso pelo governo estadual, pode provocar", destaca ele. 

Leia a matéria na íntegra.

Tags: ativistas, fiocruz, greve, políticos, professores, Rio, terror, violência

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