Jornal do Brasil

Terça-feira, 25 de Novembro de 2014

Rio

Moradores e familiares fazem ato na Gávea após morte de sócia do Guimas

Jornal do Brasil

Por volta das 11h deste domingo (20), moradores, amigos e familiares da empresária Maria Cristina Bittencourt Mascarenhas, a Timtim, se reuniram  na Praça Santos Dumont, na Gávea, Zona Sul do Rio, para homenageá-la. A sócia do restaurante Guimas, da Gávea, foi morta aos 66 anos por assaltantes, após retirar uma quantia de um banco.

Cerca de 100 pessoas se reuniram no Guimas e caminharam de mãos dadas até o local onde ela foi morta, onde colocaram flores, acenderam velas, rezaram uma Ave Maria e cantaram Oração de Mãe Menininha do Gantois, de Dona Canô, Maria Bethânia e Caetano Veloso.

De acordo com a Polícia Civil, a Divisão de Homicídios da Capital (DH) realiza diligências para identificar a autoria do crime.

Dona do restaurante Guimas é morta durante assalto no Baixo Gávea

Maria Cristina Bittencourt, de 66 anos, uma das proprietárias do Guimas, tradicional restaurante da Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro, morreu após ser baleada na cabeça durante um assalto na Praça Santos Dumont. O assalto ocorreu no início da tarde desta quinta-feira (17) quando a empresária voltava do banco próximo ao Shopping da Gávea.

Ao parar em frente a uma barraca de camelô, a dona do restaurante, conhecida como Tintim, teria sido abordada pelos dois criminosos. Segundo testemunhas, a dupla chegou numa moto pela contramão, e um deles desceu da moto e atacou a empresária que teria reagido ao assalto. Segundo policiais da 15ª DP, Maria havia feito um saque de R$ 13 mil para o pagamento de funcionários do restaurante. Os assaltantes conseguiram fugir levando a bolsa da vitima com o dinheiro.

Equipes da Divisão de Homicídios da Capital (DH) e da 15ª DP (Gávea) chegaram rapidamente ao local e um carregador foi apreendido, o que pode vir a ajudar nas investigações. O corpo da empresária foi levado em um uma van da Defesa Civil ao Instituto Médico Legal, por volta de 14h40. Segundo Rivaldo Barbosa, titular da Divisão de Homicídios, responsável pela investigação do caso, imagens do circuito de segurança dos prédios próximos ao local do crime foram recolhidas para averiguação por uma equipe da 15ª. A empresária usava o mesmo banco frequentemente, o que, segundo Barbosa, levanta a suspeita de que os assaltantes poderiam conhecer a rotina da vítima.

Insegurança

Para  Zeny França, dona do BG, bar próximo ao local do assalto, o sentimento é de insegurança. “Nunca havia acontecido algo desse tipo aqui, não com essa violência. Quem trabalha por aqui agora está com medo de estar sendo seguido e vigiado”.

Inaugurada há dois anos nas proximidades, a UPP da Rocinha, não inspira a segurança que os moradores esperavam, assaltos conhecidos como "saidinha de banco" são frequentes. "Durante a Copa, a segurança foi reforçada, agora os assaltos continuam. Sempre sabemos de notícias de assaltos na Gávea e nos arredores", destaca Thais Lima, professora e moradora do bairro. "Temos a UPP, mas esses casos continuam acontecendo", conclui.

Mesmo com a delegacia e a UPP nas proximidades, o Instituto de Segurança Pública (ISP) registrou  80 roubos, 101 furtos na Gávea, durante o mês de maio deste ano. 

Ponto de encontro

Fundado há mais de 30 anos, o Guimas é um dos restaurantes mais tradicionais do Baixo Gávea e conhecido ponto de encontro da Zona Sul do Rio de Janeiro. Famoso pela informalidade, o Guimas colecionava clientes assíduos e ilustres, dentre eles moradores do bairro e famosos. 

Após o anúncio do falecimento de Maria Cristina, amigos, familiares e funcionários se reuniram no restaurante. Raimundo Vidal, que trabalha em um escritório próximo ao local, lamentou a morte. “Ela era muito querida, é só ver a quantidade de pessoas no bar que vieram pelo pesar da família”. Procurados pela imprensa, nenhum familiar quis comentar o caso.

Tags: Assalto, gávea, morte, restaurante, timtim

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