Jornal do Brasil

Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

Rio

Polícia desarticula maior quadrilha de clonagem e desmanche de veículos

Agência Brasil

A maior quadrilha de desmanche e clonagem de veículos do Estado foi desarticulada em 48 horas por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA). Sem disparar um único tiro os agentes realizaram a operação Sinal Vermelho, onde foram presas 13 pessoas entre elas, os dois líderes do bando: Mário Lucio de Souza, o Pará, e Eduardo Rômulo Santos Valentin, também conhecido como Pará.

Para o delegado Marcus Vinicius Braga, titular da DRFA, as prisões devem impactar no número de roubo de carros no Estado. "Essa quadrilha é responsável por cerca de 300 veículos roubados por mês, ou seja, dez carros por dia. É uma quadrilha extremamente violenta. Não há duvidas que com o desmantelamento desse grupo o número de roubo de automóveis no Rio deve reduzir", declarou ele.

As investigações tiveram início há cerca de três meses, a partir de um inquérito que apura o roubo de carros no Rio de Janeiro. A quadrilha agia em duas frentes: no desmanche e clonagem de veículos.  O bando roubava os automóveis a mando de traficantes da Coréia e Vila Aliança que emprestavam armas para a prática do crime e levavam cerca 50% do valor da venda do carro roubado. Os roubos eram mais frequentes na Capital e Baixada Fluminense.

"É uma quadrilha com funções muito bem definidas, com dois líderes: um que atuava na área do desmanche e outro na clonagem de veículos. São eles quem tem o contato com órgãos públicos, com pessoas que vendem carros nas feiras livres e principalmente com ferros velhos. Os roubos ocorriam com a anuência do chefe do tráfico local", explicou Marcus Vinícius.

De acordo com o delegado Geovan Omena, assistente da DRFA, os criminosos responsáveis pela clonagen agiam roubando os automóveis ou adquirindo de roubadores. Eles adulteravam o chassi do veículo e vendiam para pessoas que não sabiam do crime.  

"Depois que eles recebiam o veículo roubado, faziam contato com a pessoa que ia pesquisar no banco de dados de órgãos públicos um automóvel com as mesmas características do carro roubado. Uma vez identificado o veículo eles adulteravam o chassi. Feito isso, o carro estava pronto para receber os documentos e a placa. Eles preenchiam documentos em branco do Detran, ou  emitiam um novo documento para aquele carro que já está cadastrado. Depois desse processo o veículo estava pronto para o consumidor final que geralmente era um comprador de boa fé", esclareceu o delegado.

Ainda segundo Omena, o grupo responsável pelo desmanche, também roubava os carros e levava para pontos próximos aos locais de desmonte. No dia combinado eles colocavam o veículo dentro do terreno e cortavam as peças que já tinham sido encomendadas.

"O mandante  mandava estacionar o veículo próximo aos locais onde ele pratica o desmanche para não haver o comprometimento, se aquele carro for localizado pela Polícia, passa por um carro abandonado na rua. Combinado o dia e a hora para eles fazerem o desmanche, eles colocam o carro no local e utilizam ferramentas que foram apreendidas. Desmontado o veículo eles oferecem algumas peças para ferros velhos, outras peças para os contatos que eles têm", concluiu o assistente.

Os presos vão responder pelo crime de associação criminosa. Dez presos tiveram a prisão preventiva decretada. As investigações vão continuar para analisar os documentos apreendidos e identificar a participação de agentes públicos na ação da quadrilha.

Nomes dos presos:

1- Mário Lúcio de Souza, o Pará; 

2 - Eduardo Rômulo Santos Valentin, o Pará;

3 - José Santana Piedade, o Velhinho, ou Piedade;

4 - Jonas Santos de Souza;

5 - Eduardo Ribeiro Neto;

6 - Luciano Oliveira da Silva Clementino;

7 - Flavio Luiz Parreira de Souza;

8 - Luiz Fernando Santiago Teixeira;

9 - Ricardo Miguel de Moura, o Sasha;

10 - Otavio do Carmo Oliveira, o Orelhudo;

11 - Mauro Sérgio Nascimento da Silva, o Negão;

12 - Alexandre Franco de Castro, o Xande;

13 - Marlon Cândido Galois

Tags: carros, drfa, estado, ladrões, prisão, Rio

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