Jornal do Brasil

Sábado, 22 de Novembro de 2014

Rio

Argentinos procuram consulado no Rio para voltar ao país

Agência Brasil

Os últimos estrangeiros que estavam no Terreirão do Samba, no Sambódromo e no estacionamento da Feira de São Cristóvão tiveram que deixar os três locais no final da manhã de hoje (16) porque acabou o prazo dado pela prefeitura do Rio de Janeiro para a utilização dos espaços como estacionamentos para carros, trailers e motorhomes. Sem documentos ou dinheiro, muitos argentinos buscam ajuda no consulado do país, no Rio, para resolver problemas imediatos.

De acordo com o cônsul adjunto Raul Ailan, desde o final da Copa do Mundo, no domingo (13), cerca de 250 argentinos já pediram auxílio ao consulado.“Fizemos uma análise caso a caso e identificamos diferentes tipos de problemas. Um deles é em relação à questão da documentação, que foi roubada, furtada ou extraviada, e outro é um grupo de pessoas que não tinha condição econômica de voltar para a Argentina. Demos atendimento diferenciado para esses dois tipos de problemas”, explicou o cônsul.

Desde domingo, o consulado argentino já emitiu 153 passaportes provisórios para os cidadãos do país vizinho sem a documentação necessária para ingressar na Argentina. Além disso, passagens de ônibus foram concedidas ontem (15) para que 49 argentinos fossem repatriados. Outros 35 deixarão o Brasil ainda hoje. Segundo o cônsul, a maioria dos casos de argentinos sem documentação ocorreu por causa de furtos e roubos.

“Fornecemos uma passagem rodoviária, e após analisar cada caso, demos uma quantidade de dinheiro suficiente para que essas pessoas se alimentem nos próximos dias, até chegarem à Argentina. Nossa previsão é que as solicitações continuem por mais alguns dias, mas a tendência é que diminuam no decorrer da semana”, disse Raul Aidan.

Os argentinos que procuram ajuda da prefeitura para retornar ao seu país estão sendo orientados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social a buscarem o consulado, que é o responsável por fazer a repatriação. A secretaria informou, em nota, "que trabalha com pessoas em situação de vulnerabilidade e risco social".

Na manhã de hoje, para acompanhar a saída dos últimos argentinos do Terreirão do Samba, representantes do consulado estiveram no local e receberam pedido de ajuda das pessoas que estavam acampadas lá. O secretário municipal de Turismo, Antônio Pedro Figueira de Mello, também esteve no local e ressaltou a importância das fronteiras fazerem fiscalização efetiva para evitar situações como as dos muitos argentinos sem condições financeiras até para pagar hospedagem.

“Quando viajamos, qualquer lugar no mundo pergunta aonde a pessoa vai ficar, quanto de dinheiro ela tem para a viagem, alguns países perguntam se tem plano de saúde ou não, justamente para saber se a pessoa que está em viagem tem aonde ficar hospedada. O que pudemos observar é que esses turistas vieram sem dinheiro nem para hospedagem. O aprendizado maior fica para o setor fronteiriço”, disse ele.

Na avaliação do secretário, os turistas que durante a Copa do Mundo permaneceram no Terreirão do Samba, que tem capacidade para até 120 carros, espalharam o clima de festa pela cidade. A Empresa de Turismo do Município do Rio (Riotur) calcula que ao longo da Copa 900 veículos estrangeiros estacionaram no Sambódromo, na Feira de São Cristóvão e no Terreirão do Samba.

 

Tags: Copa, Mundo, Rio, samba, Terreirão

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