Jornal do Brasil

Domingo, 31 de Agosto de 2014

Rio

Ministro rebate parceira da Fifa sobre críticas à polícia brasileira

"A Polícia age dentro da lei e vive sob controle da Corregedoria e do Ministério Público"

Portal Terra

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, defendeu a autonomia da Polícia e da Justiça brasileira nesta quinta-feira ao comentar sobre as críticas da Match Services às autoridades brasileiras ao classificar como “abitrária e ilegal” a prisão do diretor da empresa, o britânico Raymon Whelan.

Whelan foi detido pela Polícia Civil e solto posteriormente pelo Poder Judiciário por esta envolvido, de acordo com os investigadores, em uma esquema de venda de ingressos ilegais da Copa do Mundo de 2014.

Escutas apontam o envolvimento do diretor da Match, empresa associada à Fifa para comercialização de pacotes de turismo, hospedagem, bilhetes e pacotes VIPs, com o franco-argelino Lamine Fofana, detido por ser um dos chefes do esquema ilegal de venda de bilhetes.

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“A Polícia age dentro da lei e vive sob controle da Corregedoria e do Ministério Público. Não há nenhum fato que indique que a Polícia tenha agido à margem ou acima da lei. O Poder Judiciário tem autonomia para corrigir qualquer falha no sentido da legalidade e não sei por que razão a empresa atribui a Polícia ato de ilegalidade”, disse Rebelo.

Uma das reclamações da Match foi a divulgação e o vazamento de escutas “privadas” do diretor, mas que está disposta a enviar registros de negociações da empresa para a polícia, a fim de provar a “inocência de Whelan”.

Na conversa diária com a imprensa, a diretora de comunicação da Fifa, Delia Fischer, informou que a Fifa aguarda um relatório final das investigações da Polícia Civil para poder fazer qualquer comentário sobre as ações que a entidade possa tomar sobre o caso.

Tags: Fifa, investigação, match, polícia, whelan

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