Jornal do Brasil

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

Rio

Permanência de militares na Maré após julho não está definida, diz Pezão

Agência Brasil

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse hoje (8) que ainda não está definido se pedirá à presidente Dilma Rousseff para que as Forças Armadas permaneçam no Complexo da Maré, onde estão desde 5 de abril. O Decreto de Garantia da Lei e da Ordem que determinou a ida dos militares para a região da zona norte do Rio termina no dia 31 de julho.

"Estamos vendo. Ainda vou conversar com a presidenta Dilma. Até o dia 31 de julho eles estarão lá", disse Pezão. Desde a entrada das forças de segurança no complexo, que tem 129 mil habitantes, a previsão do governo é que a Unidade de Polícia Pacificadora seja instalada neste semestre.

Junto com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e o comandante militar do Leste, general Francisco Carlos Modesto, Pezão se reuniu hoje com lideranças do complexo para ouvir demandas dos moradores. Beltrame e as autoridades militares presentes saíram mais cedo, sem falar com a imprensa. O prefeito afirmou que a Maré, comparada a outras favelas, é um complexo com mais infraestrutura e até a chamou de "bairro popular".

"Maré não é uma favela, é um bairro popular. Boa parte dela está totalmente urbanizada e com  grande quantidade de serviços públicos se comparada a outras comunidades", disse Eduardo Paes.

Entre as demandas apresentadas pelos moradores estão mais serviços públicos, como creches, clínicas da família, e centros de formação profissional, além de melhora no serviço de coleta de lixo.

Tags: comunidade, Norte, pacificação, Rio, tropas, Zona

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