Jornal do Brasil

Domingo, 26 de Outubro de 2014

Rio

Líder da quadrilha da venda de ingressos pode ser preso hoje

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A Polícia Civil do Rio faz uma operação no Copacabana Palace, na Zona Sul do Rio, com o objetivo de prender o líder da quadrilha internacional de cambistas, que agia durante a Copa do Mundo. A prisão preventiva já foi expedida pela Justiça, segundo a GloboNews. A suspeita é de que o homem procurado seja membro da Fifa ou da empresa Match, que presta serviços à entidade.

O 'tubarão' da máfia dos ingressos, apontado pelo advogado paulista José Massih, braço direito do francês de origem argelina Mohamadou Lamine Fofana, preso desde a semana passada por participação no esquema, bate com um dos nomes que constam na lista de credenciados pela Fifa para a Copa do Mundo aqui no Brasil. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo delegado Fábio Barucke, da 18ª DP (Praça da Bandeira), que investiga o caso. 

O delegado irá pedir a delação premiada ao advogado paulista assim que sua prisão temporária vencer, o que deve acontecer em cinco dias. Segundo ele, a colaboração de Massih foi essencial para a investigação. 

Escutas revelam 900 ligações de Lamine para celular da Fifa

Uma reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, revelou neste domingo (6) que o franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana, de 57 anos, acusado de liderar a quadrilha internacional que vendia no mercado negro os ingressos para a Copa do Mundo, fez pelo menos 900 ligações para um celular oficial da Fifa no Brasil, desde o início do Mundial. A Polícia do Rio já anunciou que a prisão do suposto membro da Fifa envolvido com a máfia dos ingressos pode acontecer a qualquer momento. 

Sobre o caso:

>> Máfia dos ingressos: escutas revelam 900 ligações de Lamine para celular da Fifa

>> Advogado de Lamine deve revelar membro da Fifa ligado a grupo de cambistas

>> Polícia acredita que membro da Fifa ligado a cambismo está no Rio

>> Máfia dos ingressos: polícia e promotor dizem que membro da Fifa é "graúdo"

Lamine foi preso com outros 10 integrantes do grupo na última terça-feira (1), indiciados por suspeita de cambismo, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O chefe da quadrilha estava em um apartamento no condomínio Santa Mônica, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, que foi alugado por 12 mil dólares, do ex-jogador Júnior Baiano. 

Após as prisões, a Fifa se reuniu com a única empresa responsável pela comercialização das entradas no torneio, a Match Services. No entanto, nenhuma das duas entidades forneceu os nomes dos funcionários supostamente envolvidos no esquema, como vem solicitando a Justiça e a polícia. De acordo com o delegado da 18a. DP (Praça da Bandeira) Fábio Barucke, há indícios de participação de integrantes da Fifa, da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e das federações de futebol da Argentina e da Espanha no esquema. 

Na quarta-feira passada (2), o delegado Barucke havia dito que o advogado de Lamine, José Massih, chegou a revelar logo após a prisão, o nome de um homem que seria integrante da Fifa e ligado ao grupo de cambista. A mesma versão foi sustentada pelo promotor Marcos Kac, da 9a. Promotoria de Investigação Penal (PIP) do Rio.

Tags: hotel, ingressos, máfia, prisão, tubarão

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