Jornal do Brasil

Sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

Rio

Em audiência de conciliação no TJ, SME e professores não resolvem corte de ponto

Estágio probatório também era objeto da reunião, mas prefeitura não reviu decisões 

Jornal do BrasilGisele Motta *

“É lamentável a intransigência da prefeitura”, comentou Marta Moraes, coordenadora do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe). Na tarde da última quinta-feira (3), aconteceu uma audiência no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), onde Marta e outros representantes do Sepe, a desembargadora Leila Mariano, presidente do Tribunal, e a secretária municipal de educação, Helena Bomeny, compareceram para discutir a questão do corte de pontos dos professores municipais e a reprovação no estágio probatório de mais de 50 profissionais.

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Segundo Marta, além de Bomeny, também esteve presente o subsecretário Paulo Figueiredo. Ela informa que não houve avanços nas negociações. “A prefeitura se manteve intransigente e não conciliou em nada e a desembargadora só aceitou tratar desses dois pontos, que eram a razão da liminar do jurídico do Sepe, sem tocar nas pautas de reivindicações. Infelizmente, e é lamentável a intransigência da prefeitura, não conseguimos nada”, completa a professora. A assessoria da Secretaria Municipal de Educação (SME) não retornou ao JB, já que hoje é feriado na cidade, devido ao jogo entre Brasil e Colômbia, além de jogo entre Alemanha e frança que aconteceu no Maracanã. 

A prefeitura baseia o corte de ponto numa liminar do ministro Luiz Fux, que determina que o retorno à greve é abusivo. Os professores estão recorrendo, pois consideram essa greve, uma nova campanha salarial de 2014, diferente da que aconteceu no ano passado. Os professores estaduais tiveram o corte de pontos e processos administrativos abonados, quando a proposta de 9% de aumento foi aprovada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A Câmara dos Vereadores tenta agir como mediadora entre os professores municipais e a prefeitura mas, segundo os vereadores, esbarram na dureza da prefeitura, como publicamos em reportagem na última quinta-feira onde, em entrevista ao JB, o vereador Reimont, membro da Comissão de Educação da Câmara comentou: “A dificuldade é o fechamento da Secretaria para discutir conosco. Eles tinham marcado uma audiência com o Sepe e desmarcou, como também desmarcou a nossa reunião e não marcou mais. A secretaria parece blindada” criticou o político. 

* Do programa de estágio do JB

Tags: eduardo paes, greve, helena bomeny, município, prefeitura, professores, Rio, RJ, sme

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