Jornal do Brasil

Quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Rio

"Achava que era satanás", diz filho sobre morte de cineasta

Agência Brasil

A Justiça finalizou esta quarta-feira a fase de instrução processual sobre a morte do cinegrafista e documentarista Eduardo Coutinho, assassinado pelo próprio filho, Daniel Coutinho. O crime ocorreu em 2 de janeiro, quando Daniel tentou também assassinar sua mãe, Maria das Dores Coutinho, antes de tentar suicidar-se.

Na tarde de hoje, o I Tribunal do Júri da Capital, através do juiz Fábio Uchôa, ouviu Daniel. Durante o interrogatório, o filho de Eduardo Coutinho assumiu a autoria dos crimes e relatou a "obsessão espiritual" que o motivou ao "impulso" que terminou com a tragédia.

Segundo o relato, Daniel havia raspado a cabeça e encontrado o que considerou "sinais", passando então a temer que algo fosse ocorrer a ele e seus pais. Ele passou a dormir munido de uma faca. Poucos dias depois, em 2 de fevereiro, acordou em pânico e invadiu o quarto dos pais para matá-los.

“A pessoa que entrou no quarto dos meus pais achava que era Satanás", disse Daniel. "Quando achei a sequência de números na minha cabeça, eu pensava que era o demônio. Era uma obsessão espiritual, fui induzido a matar meus pais e depois a me matar. Eu tentei me matar, mas aí não aconteceu nada. Me senti enganado pelos espíritos. Foi quando eu fui procurar ajuda para tentar salvar meus pais”, relatou.

Daniel de Oliveira Coutinho foi preso em flagrante e responde pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

Tags: . julgamento, cineasta, condenado, Filho, morte

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.