Jornal do Brasil

Domingo, 23 de Novembro de 2014

Rio

MP denuncia sócio de agência que vendia pacotes de viagem à Terra Santa

Jornal do Brasil

A 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal (PIP) da 2ª Central de Inquéritos de Niterói ofereceu nova denúncia à Justiça contra José Cláudio Figueiredo Costa, sócio majoritário da Golforio Viagens e Turismo LTDA-ME, pelo crime de estelionato. Ele é acusado de vender e não entregar pacotes de viagem à Terra Santa. Essa é a quarta vez que o acusado é denunciado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pelo mesmo crime.

Segundo a Promotoria, pelo menos 42 pessoas foram lesadas. O prejuízo somado das vítimas é estimado em cerca de R$ 600 mil.

De acordo com as investigações, para dar maior credibilidade ao pacote turístico, José Cláudio convenceu um pastor da Igreja Batista da Penha, em São Paulo, a ser o “líder espiritual” do passeio. Foram confeccionados diversos panfletos para divulgar a viagem denominada “Caravana à Terra Santa da Igreja Batista da Penha-SP” – o que acabou atraindo muitos religiosos, em sua maioria aposentados.

A nova denúncia relata o caso de uma vítima que contratou a agência Golforio para o passeio, que incluiria visitas a Egito, Grécia, Jordânia e Israel, pelo valor de R$ 8.895,80 (equivalente a US$ 4.682,00 à época), além de outras tarifas de embarque. Estavam incluídos, ainda, hospedagem, transporte e ingressos para visitação a pontos turísticos, entre os dias 5 e 22 de setembro de 2009.

A vítima contou que, mesmo tendo depositado a quantia com antecedência, dois dias antes da data da viagem, recebeu a notícia do cancelamento, por “problemas logísticos”. Desta forma, o denunciado acabou recebendo todos os valores acordados, sem ter oferecido o serviço contratado e sem que tenha sido devolvida qualquer quantia.

Cada crime de estelionato tem pena de um a cinco anos de reclusão, mas, na denúncia, a Promotoria requer a elevação da pena, argumentando que José Cláudio já foi denunciado pelo mesmo crime outras vezes e que, em todas, se aproveitou da fé religiosa e da boa-fé dos lesados. Além dos processos criminais, o MP requereu diversas medidas cautelares em desfavor do estelionatário, como o bloqueio de contas bancárias e a interdição judicial do estabelecimento.

Tags: lesados, Ministério, público, Rio, turistas

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