Jornal do Brasil

Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Rio

Em greve, mata-mosquitos cobram equipamentos para lidar com veneno

Agência Brasil

Agentes de vigilância em saúde protestaram hoje (18) por reajuste salarial e melhores condições de trabalho na Igreja da Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Em greve desde 6 de junho, os agentes, conhecidos como mata-mosquitos, denunciaram também o fato de lidarem com veneno para a dengue sem proteção. Entre outras reivindicações, cobram luvas, botas e protetor solar.

De acordo com a representante dos agentes de vigilância em saúde, Sandra Amado, a categoria quer um reajuste de R$ 990 para R$ 1,4 mil nos salários, equiparação do tíquete-refeição com o dos garis, de R$ 20 por dia, gratificação pelo trabalho de campo, reajuste no vale-transporte,  Plano de Carreira, além do fornecimento dos equipamentos de proteção individual.

“Enfrentamos a dengue combatendo a larva do mosquito, com larvicida, que é veneno. Então, precisamos de proteção, estamos em contato diário com o produto”, destacou Sandra. Ela denunciou a falta de luvas, máscaras, botas e protetor solar. “Principalmente no verão, quando aumentam as ações na rua (por conta do aumento da proliferação do mosquito)”, completou. A Secretaria de Saúde disse que não recebeu as reivindicações da categoria oficialmente. 

Os agentes de vigilância somam cerca de 2,5 mil trabalhadores, vinculados à Secretaria Municipal de Saúde. Eles fazem ações de esclarecimento, vistorias e aplicam remédio para dengue, quando necessário. As assembleias da categoria são realizadas em frente ao prédio da prefeitura, no centro. A próxima está marcada para o dia 24 de junho.

O protesto coincidiu com o lançamento da campanha de enfrentamento ao tráfico de pessoas, mais cedo, na Igreja da Penha, pelo governo do estado e a Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Tags: agentes, Dengue, Equipamentos, proteção, SAÚDE

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