Jornal do Brasil

Segunda-feira, 28 de Julho de 2014

Rio

Ibope: Garotinho tem 18%, Crivella, 16%, e Pezão, 13%

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O deputado federal Anthony Garotinho (PR) lidera a disputa pelo governo do Rio de Janeiro, de acordo com pesquisa Ibope, encomendada pela Federação das Indústrias do Rio (Firjan). Ele aparece com 18% das intenções de voto, seguido pelo senador Marcelo Crivella (PRB), com 16%. Já o governador em exercício Luiz Fernando Pezão (PMDB) está com 13%. O Ibobe informou que há empate técnico entre os três candidatos. A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Foram ouvidas 1.204 pessoas entre 7 e 11 de junho. 

O senador Lindbergh Farias (PT) tem 11%, o vereador e ex-prefeito Cesar Maia (DEM) aparece com 8% e o deputado Miro Teixeira tem 1% . Os votos nulos ou em branco chegam a 27%. Não sabem ou não responderam, 6%.

Em um hipotético segundo turno, quando as opções são Garotinho e Pezão, o ex-governador venceria com 30% dos votos. Pezão teria 20%. Se a disputa fosse entre Garotinho e Crivella, haveria empate (25%). Garotinho também venceria se disputasse contra Lindbergh Farias (29% contra 20%). Se as opções fossem Crivella e Pezão, o primeiro teria 31% contra 19% do segundo.  

Garotinho também tem o mais elevado índice de rejeição (32%), contra 24% de Cesar maia, 18% de Pezão, 14% de Lindbergh, 13% de Crivella, 13% de Miro Teixeira, 11% de Tarcísio Mota.

Na disputa pelo Senado, o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) aparece com 26% das intenções de voto, tecnicamente empatado com o deputado federal Romário (PSB), que tem 22%. A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) tem 20%.

Como pode haver empate técnico entre três candidatos?

Na análise da pesquisa, o que se estranha é a informação sobre um empate técnico entre três candidatos, como se só um subisse e os outros tivessem que cair. Mas, o mais curioso e o que mostra vergonhosamente a parcialidade da pesquisa, é que não há a mesma informação sobre o Senado. Ora, se um candidato que detém 13 pontos pode estar empatado com um de 18, como não se analisa da mesma forma a situação para o Senado, já que uma candidata que detém 20 pontos está muito mais empatada com um de 22.

Essa análise chega a ser temerária e coloca em dúvida a seriedade da pesquisa. Mas isso não significa que num futuro próximo os números podem mudar, mas a análise tem que ser feita de maneira imparcial e tecnicamente honesta.

Tags: eleição, estado, Governo, pesquisa, Rio

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