Jornal do Brasil

Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

Rio

Policiais e manifestantes se enfrentam no Centro do Rio após fim de passeata

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Manifestantes e policiais militares se enfrentaram nos Arcos da Lapa, no centro do Rio, nesta quinta-feira, após o término da passeata que percorreu toda a Avenida Rio Branco até a Cinelândia. Três pessoas foram presas e um policial ficou ferido. Os manifestantes atiraram  garrafas e pedras nos PMs, que  revidaram jogando spray de pimenta e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.

Antes do confronto, centenas de pessoas estenderam faixas contra a Copa e a favor da educação e da saúde. Entre as faixas destacavam-se "Fifa go home" e "Gari vale mais do que Neymar", "Copa sem povo, tô na rua de novo" e "30 dias virou R$ 30 bilhões", referindo-se ao gasto total com a Copa do Mundo.

Na maior das faixas, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) escreveu em inglês e português uma mensagem em favor da saúde, educação e cultura. Centenas de manifestantes ainda permanecem no local.

Manifestação tomou conta das ruas do Centro do Rio
Manifestação tomou conta das ruas do Centro do Rio

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O segundo protesto do dia, intitulado como "NÃO VAI TER COPA! FIFA GO HOME!", acontecerá às 15h, na praça Cardeal Arcoverde, em Copacabana. Os manifestantes criticam as remoções forçadas, os gastos excessivos com obras "totalmente ineficientes", a elitização dos estádios e a forte repressão aos protestos. 

Eles também lutam contra a opressão de gênero, que seria estimulada pela Copa do Mundo. Um exemplo citado é a camiseta vendida pela Adidas, uma das multinacionais que patrocinam o evento, com estampas de nádegas de mulheres, o que seria um reforço à "opressão de gênero e às cotidianas agressões sexistas brasileiras". Além disso, reclamam do silêncio da FIFA perante os inúmeros casos de racismo nos campeonatos europeus e pelo mundo.

A atriz e produtora cultural Isabel Gomide vestia uma camisa com a estampa "Copa para quem?". "Estou na rua desde sempre, e o motivo pelo qual estou aqui hoje é que a gente não foi atendido nas manifestações do ano passado. Todos os governos e políticos estão ignorando a potência da voz das ruas. Quanto à Copa do Mundo, é inacreditável ter bilhões e bilhões gastos e a Fifa ter isenção de impostos", explicou.

Já a servidora Mariana Abreu disse que veio ao centro da cidade para fazer as vozes das ruas serem ouvidas. "Estou aqui contra a corrupção que houve na preparação para a Copa. Sabemos que não vamos conseguir parar a Copa do Mundo, mas pelo menos podemos dizer que estamos de olho. E que estamos acompanhando tudo de errado que foi feito durante a preparação da Copa", disse.

Tags: Abertura, Atos, Copa, Mundial, RJ

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