Jornal do Brasil

Sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Rio

Depois de 48 dias em greve, vigilantes voltam ao trabalho

Vice-presidente do sindicato diz que a greve não estava surtindo efeito, beneficiando empresários

Jornal do BrasilGisele Motta *

Em assembleia realizada nesta terça-feira (10), os vigilantes do Rio decidiram acabar com a greve que já durava 48 dias. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Vigilantes do Rio (Sindvig), Antônio Carlos de Oliveira, a manutenção da greve era do interesse apenas do sistema bancário e não surtia efeito como forma de pressão. 

>>Vigilantes esperam decisão do TRT e bancos atendem de forma arbitrária

"Não tínhamos como avançar com a greve. O Tribunal [Regional do Trabalho] ainda  não marcou a audiência e o processo nem sequer chegou para a desembargadora, que seria a relatora. O outro problema é que como a greve se concentrou nas agências bancárias, os bancos demonstraram que estavam satisfeitos com a greve. As pessoas estavam cada vez mais usando os correspondentes bancários, como farmácias e lotéricas, desviando um público que o banco realmente não quer atender. O principal instrumento de luta do trabalhador, com o banco e as empresas de vigilância, não estava atingindo o objetivo", disse. 

Em assembleia, os vigilantes decidiram pelo fim da greve, que começou no dia 24 de abril
Em assembleia, os vigilantes decidiram pelo fim da greve, que começou no dia 24 de abril

Os vigilantes aceitaram a proposta do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Rio (Sindesp), de reajuste de 8%, passando o piso para R$ 1.066,00, tíquete refeição para R$ 13,00. A categoria queria reajuste de 10%, além de R$ 20 de tíquete refeição. Os grevistas conseguiram a garantia de não serem descontados pelos dias parados, tanto o salário quanto os benefícios. Eles também acordaram para a não punição aos grevistas, tendo a garantia de emprego por 90 (noventa) dias. 

Os grevistas também incluíram no acordo a cláusula de reabertura das negociações no mês de setembro. Para os vigilantes que trabalharão na segurança do Maracanã nos jogos da Copa do Mundo, foi conseguido o que o sindicato pedia á empresa Sunset: R$ 15,00 por hora de trabalho, R$ 14,00 a título de alimentação e R$ 6,00 a título de transporte.

Para Antônio Carlos, a greve, apesar de não conseguir exatamente o que os vigilantes pediam, foi importante. "O saldo é positivo por conta da mobilização da categoria, essa é a maior conquista: a disposição de luta. E não é porque temos o fim da greve que desistimos. A luta continua", completa. 

  

*Do programa de Estágio do Jornal do Brasil

Tags: bancos, fim da greve, greve, Rio, sindesp, sindvig, vigilantes

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.