Jornal do Brasil

Sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

Rio

Motoboys pedem adicional de periculosidade em protesto

Agência Brasil

Centenas de motociclistas participaram na manhã de hoje (5), no centro do Rio, de um ato para pedir à presidenta Dilma Rousseff a sanção do Projeto de Lei 2.865/11, que considera perigosa a atividade dos motoboys, garantindo um adicional de 30% sobre o salário. A proposta foi aprovada no fim de maio pelo Senado.  De acordo com a Polícia Militar, 150 pessoas se reuniram em frente à sede da prefeitura do Rio e seguiram pela Avenida Presidente Vargas até a Candelária, promovendo um buzinaço. De lá, os manifestantes seguiram para a sede do sindicato da categoria.

Os manifestantes são contrários ao sindicato, e no ato, chamado Periculosidade Já, pediram também a mudança na diretoria. Eles defendem ainda o aumento da cesta básica para R$ 15 por dia (atualmente recebem R$ 11) e facilidade para estacionar as motos no centro da cidade. Para um dos representantes do movimento, Tiago Alves, os motociclistas precisam ser respeitados pelos patrões.

“Esse ato serve de incentivo à presidenta, além de pedir mudanças no nosso sindicato, que não briga por nós. Chegamos a ficar mais de uma hora para tentar estacionar a moto no centro do Rio porque ninguém faz nada para mudar, não tentam acordos para mudar isso. Como todas as outras categorias, também queremos melhorias que permitam trabalharmos dignamente”, disse.

O motoboy Eduardo Souza, que está na atividade há seis anos, reclamou da pouca importância dada aos profissionais. “Se um colega se acidenta, no dia seguinte a empresa coloca outro no lugar, deixando muitas vezes de dar assistência. Não saímos de casa para brincar de andar de moto, e sim para trabalhar. Nosso serviço auxilia muito as empresas. Nós merecemos ser respeitados. Estamos cansados”, declarou.

O diretor do Sindicato dos Empregados Motociclistas do Estado do Rio de Janeiro (Sindmotos), Pedro Paulo Carvalho, afirmou que as negociações com o sindicato patronal sempre são difíceis e nem sempre conseguem satisfazer todos os envolvidos. “Já conseguimos um reajuste de 9,6%, elevando o piso salarial para R$ 940, com data base para 1º de junho. Colocamos isso em pauta e discutimos com o [sindicato] patronal. A insatisfação das categorias com os sindicatos é comum”, disse.

Tags: motoboy, periculosidade, PM, Rio, senado, sindmotos

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