Jornal do Brasil

Quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

Rio

Vigilantes do Rio aguardam julgamento sobre legalidade de greve

Agência Brasil

Em greve há 40 dias, vigilantes do município do Rio de Janeiro esperam conseguir uma definição para o impasse na negociação com os patrões nos próximos dias. Em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ) não houve acordo entre a categoria e o sindicato patronal. Como nada ficou decidido, o processo foi encaminhado para o Ministério Público do Trabalho (MPT), que dará um parecer e devolverá o caso à Justiça do Trabalho. Com base no relatório, o relator do processo deverá julgar a legalidade da greve.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Vigilantes do Estado do Rio de Janeiro (Sindivig), Sebastião Neto, além de decidir se a paralisação é legal ou não, a audiência vai definir o percentual de aumento que os empresários devem dar aos profissionais de segurança privada. “Esperamos que a greve não dure até a Copa e siga o exemplo do Mundial disputado na África do Sul, em 2010, quando os vigilantes dos estádios paralisaram as atividades e policiais federais tiveram que assumir a segurança”, disse.

Segundo o sindicato da categoria, a adesão ao movimento é 60%, o que afeta muitos estabelecimentos que precisam dos profissionais da segurança para operar, caso dos bancos. A população da capital fluminense tem sofrido com os transtornos causados com agências bancárias fechadas, que não podem funcionar sem segurança privada.

Os grevistas pedem um reajuste salarial de 10%, vale-refeição de R$ 20 por dia, além de 30% de adicional de risco de vida e periculosidade e diária de R$ 180 para os vigilantes que trabalharem no Estádio do Maracanã durante a Copa.

O Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Rio de Janeiro (Sindesp-RJ) informou, em nota, que aguarda a decisão do TRT sobre a legalidade da greve e afirmou que assinou um acordo com metade dos sindicatos do estado prevendo um “aumento de 8% no salário, 30% no tíquete-refeição e regulamentação da lei de eventos. Os vigilantes do município do Rio recusaram a proposta do sindicato patronal, aceita por trabalhadores de outras cidades do estado.

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que as instituições financeiras estão “empreendendo todos os esforços para atender os usuários dos serviços bancários e ainda lamenta que a greve deflagrada pelo sindicato das empresas prestadoras de serviços de vigilância esteja prejudicando os clientes bancários”. Segundo a federação, por lei, os bancos são obrigados a contratar empresas especializadas em segurança.

Tags: agências, bancárias, paralisação, Rio, segurança

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