Jornal do Brasil

Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

Rio

Sem paralisações marcadas, rodoviários fazem nova assembleia na quinta-feira

Grupo quer fazer pressão para projeto de lei que proíbe dupla função seja votado

Jornal do Brasil

Após o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) considerar ilegal a greve dos rodoviários do Rio, os dissidentes do sindicato da categoria marcaram uma nova assembleia para quinta-feira (5), às 16h, na Candelária. Além disso, eles tentam fazer pressão para que o projeto de lei nº 50/2007, que está na Alerj há seis anos, seja votado. A proposta exige a presença de um cobrador nos transportes públicos coletivos.

>>TRT-RJ declara ilegalidade da greve dos rodoviários

"Já imaginávamos que o TRT fosse considerar a greve ilegal, pelo que tem acontecido. Mas nada pode ser decidido sem falar com a categoria, o que vamos fazer na quinta", explicou Hélio Teodoro, um dos líderes do grupo dissidente que não aceitou o acordo entre o sindicato patronal Rio Ônibus e o Sindicato Municipal dos Trabalhadores Empregados em Empresas de Transporte Urbano de Passageiros (Sintraturb-Rj). 

A decisão do TRT diz que o Sintrarurb é o responsável pela greve e determina uma multa de R$ 50 mil por cada dia de paralisação realizada, totalizando até agora R$ 150 mil.O advogado dos dissidentes afirmou que a decisão vai contra recomendação da Organização Internacional do Trabalho, de que comissões de trabalhadores tem legitimidade. 

Alexandre Albuquerque, que administra a página no Facebook Rodoviários unidos por um salário digno, disse que os rodoviários irão na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) amanhã (4), às 15h, para tentar pressionar o presidente a votar o projeto. "O projeto é de 2007 e já passou na primeira votação, estamos querendo fazer pressão para voltar a ser discutido", comenta o rodoviário. 

Segundo o deputado Paulo Ramos, do Psol, autor do Projeto de Lei Nº 50/2007, a Alerj está travada e para saber porque o projeto ainda não foi votado, "só perguntando para o presidente da Câmara". Até o momento, nem o presidente da Alerj, Paulo Melo, nem sua assessoria retornaram o contato. 

 "O meu projeto foi votado e ainda não voltou a ordem do dia. Desde 2008. Eu já entrei com duas ações judiciais, para tentar colocar na ordem do dia e perdi. Além disso fiz uma representação no Ministério Público apelando pela segurança da população. Fiz estatísticas de acidentes, peguei dados com o Corpo de Bombeiros, mas não conseguimos que o projeto fosse aprovado. ", comenta Paulo Ramos, deputado do Psol e idealizador do projeto de lei. "O que eu espero é contar com o apoio da própria categoria, espero que eles venham até a Alerj, sim", completa o deputado. 

Os dissidentes querem aumento salarial de 40%. Para os motoristas de R$ 1.800 para R$ 2.500 e para os cobradores de R$ 1.080 para R$ 1.400, além do fim da dupla função. Eles também pede um aumento da cesta básica, de R$ 140 para R$400. No acordo firmado pelo Sintraturb, o valor da cesta básica subiu de R$100 para R$140. 

Rodoviários de Niterói decidem hoje rumos do movimento grevista

Motoristas dissidentes do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) fazem uma reunião hoje (3) com o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj). 

O Setrerj deve apresentar resposta à pauta de reivindicações que o sindicato dos trabalhadores fez aos empresários, pleiteando 15% de reajuste salarial, cesta básica de R$ 200, além do fim da dupla função. Os rodoviários dissidentes pedem aumento de 40% no salário, além de R$ 400 de cesta básica, que atualmente é R$ 125 por mês.

Tags: dissidentes, Niterói, reve, Rio de Janeiro, RJ, rodoviários, setrerj, sintraturb, sintronac

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