Jornal do Brasil

Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

Rio

TRT julga na 2ª legalidade da greve dos rodoviários no Rio

Portal Terra

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio de Janeiro julga na segunda-feira o dissídio coletivo de greve interposto pelo Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) contra o Sintraturb, que representa os rodoviários do Rio.

Amanhã, o grupo de rodoviários dissidente do sindicato realizou uma nova assembleia para decidir se entra ou não em greve outra vez. Os rodoviários reivindicam reajuste salarial de 40%, índice maior que o acertado entre o sindicato e os empresários, de 10% dentro do dissídio anual discutido entre as duas partes.

Em uma audiência de conciliação realizada na sede do TRT-RJ, no dia 12 de maio, as partes não chegaram a um acordo, determinando o prosseguimento da ação, com abertura de prazo para manifestação das partes e do Ministério Público do Trabalho. 

Na terça-feira líderes do movimento grevista foram ouvidos pelo  Ministério Público do Trabalho (MPT), que apura a legalidade da assembleia do sindicato da categoria realizada em março que decidiu pelo acordo de ajuste salarial com empresários do setor.

Desde o início do mês os rodoviários do Rio fizeram três paralisações, duas de 24 horas e outra de 48 horas, deixando milhões de pessoas sem transporte na capital e centenas de ônibus depredados. As paralisações foram lideradas por dissidentes do sindicato oficial da categoria, contrário à greve. 

Os rodoviários reivindicam reajuste salarial de 40%, índice maior que o acertado entre o sindicato e os empresários, de 10% dentro do dissídio anual discutido entre as duas partes. "Ninguém senta para negociar e o resultado é que a classe está revoltada", afirmou o líder grevista Hélio Teodoro.

O TRT chegou a determinar que 70% da frota voltasse a circular na cidade, decisão desrespeitada pelos rodoviários. Na época, quatro líderes deste grupo foram impedidos pela decisão de participar de qualquer ato sob pena de multa diária de R$ 10 mil. 

Tags: greve, justiça, onibus, Rio de Janeiro, Trabalho

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