Jornal do Brasil

Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Rio

Professora é agredida e presa depois de manifestação no Rio

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O Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe) informou que uma professora foi agredida e presa nesta quarta-feira (28) por policiais militares, durante manifestação dos professores em greve. A categoria fazia uma vigília, como combinado anteriormente, do lado de fora da prefeitura do Rio. Dentro, acontecia uma reunião entre a secretária municipal de educação, Helena Bomeny, e membros do Sepe. De lá, os profissionais partiram para a sede da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), em Santo Cristo. No caminho, aconteceu a confusão que acabou resultando na prisão da professora, que foi acusada de agredir um policial.

>> Justiça considera ilegal greve dos professores do Rio

Segundo Marta Moraes, uma das coordenadoras do Sepe, a professora agredida foi levada algemada para a 4ª DP e transferida para a 17ª. Ela, professores e os advogados da instituição foram para o local. "O policial disse que foi agredido, sendo que ela é que foi agredida, puxada pelo cabelo e está com o braço todo machucado, porque foi algemada e depois arrastada pelas algemas. A polícia está completamente despreparada para lidar com protestos de categorias", criticou a professora, por telefone. 

Ainda segundo Marta, a reunião na Prefeitura foi infrutífera. "Não tivemos contra-proposta, não estava presente nem o governador nem o prefeito, os chefes do executivo. Também não entregaram planilhas de gastos nem impactos no orçamento, como havíamos pedido", completou Marta.

Protesto dos professores terminou em confronto no Centro do Rio
Protesto dos professores terminou em confronto no Centro do Rio

A assessoria da Polícia Militar foi contactada para comentar o assunto, e respondeu que "A professora foi conduzida para a 17 DP acusada de agredir um policial". A Secretaria Municipal de Educação esclareceu, em nota, que recebeu hoje representantes do Sepe, "dando continuidade ao processo de negociação iniciado antes da deflagração da greve. Durante o encontro, a SME solicitou que fossem entregues estudos técnicos e jurídicos que justifiquem cada item da pauta de reivindicações da categoria". Ainda segundo a SMS, a próxima reunião será agendada, pelo Sindicato, para a apresentação dos documentos solicitados.

Os grevistas reivindicam o cumprimento dos acordos estabelecidos durante a última paralisação, que durou 70 dias. A categoria alega que ainda não há 1/3 das aulas voltadas para planejamento de aula, não houve redução de 40 para 30 horas semanais, controle quantitativo dos alunos, nem revisão da matriz curricular. Além disso, eles pedem 20% de reajuste.

 Eron Morais de Melo, que se veste de Batman durante protestos no Rio, ficou ferido quando os professores tentaram fechar a Avenida Presidente Vargas esta manhã. Segundo o manifestante, ele fazia o bloqueio dos carros quando foi empurrado e agredido por um policial armado com cassetete. 

Tags: agressão, greve, greve dos professores, manifestação, passeata, PM, Rio, sepe

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