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Julgamento do filho do cineasta Eduardo Coutinho tem primeira audiência

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Cinco testemunhas foram ouvidas nesta segunda-feira durante a primeira audiência de instrução e julgamento do caso da morte do cineasta Eduardo Coutinho, no 1º Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro. Durante seu depoimento, Maria das Dores de Oliveira Coutinho, viúva da vítima e mãe do acusado, Daniel Coutinho, pediu para que o filho não estivesse presente.

Emocionada, ela alegou que era muito difícil relatar o que aconteceu na presença de Daniel.  Falaram hoje quatro testemunhas de acusação – a mãe, um casal de vizinhos e um policial militar – e uma de defesa –  Rita Maria Da Silva, tia do acusado.

Coutinho, 81 anos, considerado um dos principais documentaristas do Brasil, foi assassinado a facadas dentro de casa, no Rio de Janeiro. Maria também foi ferida e encaminhada em estado grave a um hospital. O filho do casal, que tem esquizofrenia, confessou ser o autor do crime. Ele foi preso em flagrante pela polícia.

À época, a polícia afirmou que Daniel, depois de esfaquear os dois, chamou o irmão por telefone. Ele teria batido na porta de vizinhos e falado palavras aparentemente desconexas, dizendo que “libertou” pai e mãe. O filho do casal aguardou a chegada dos bombeiros e abriu a porta voluntariamente.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Maria foi esfaqueada duas vezes na região da mama, três no abdômen e sofreu também lesões no fígado. Daniel foi encontrado com duas perfurações na região abdominal e também foi levado a um hospital.

Coutinho foi diretor, entre outros, dos filmes Cabra Marcado para Morrer, Babilônia 2000, Jogo de Cena e Edifício Master. 

Portal Terra


Tags: . filho, Tribunal, documentarista, julgamento, morte

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