Jornal do Brasil

Terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Rio

Rodoviários fazem nova assembleia nesta quinta e podem parar novamente

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Com o fim da greve, à meia-noite desta quarta-feira, os rodoviários do Rio de Janeiro realizam uma assembleia na Candelária, a partir das 16h desta quinta, para decidir os rumos do movimento. Segundo Hélio Teodoro, que faz parte do grupo dissidente do sindicato, motoristas e cobradores podem parar novamente por mais 24h ou até 48h.

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A comissão de greve reivindica um reajuste salarial de 40% e ticket alimentação no valor de R$ 400. O grupo alega que o acordo salarial fechado entre sindicato e patrões foi feito sem a participação dos trabalhadores.

O secretário municipal de Transportes do Rio de Janeiro, Alexandre Sansão, disse que na manhã desta quarta-feira (14/5) um número maior de ônibus estava circulando nas ruas. Mas por volta das 12h, a prefeitura divulgou que apenas 40% da frota de coletivos que atende a capital estava circulando. O percentual é menor do que o estipulado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ), que determinou nesta terça-feira (13) que 70% da frota do Rio voltasse a circular sob pena de multa diária de R$ 50 mil ao Sindicato dos Rodoviários.

Com o aumento de ônibus nas ruas da cidade, a prefeitura suspendeu uma das medidas do plano de contingência adotado para o período de 48 horas de paralisação dos rodoviários. A circulação de carros particulares voltou a ser proibida nas faixas exclusivas para ônibus nos corredores BRS e na faixa seletiva da Avenida Brasil. 

Na Central do Brasil, a movimentação dos ônibus ainda era menor do que nos dias normais. As linhas que fazem os trajetos para a zona sul da cidade foram as que mais saíram do terminal. 

Segundo a SuperVia, a movimentação foi normal nesta terça (13), já que parte da população não saiu de casa e os alimentadores (ônibus, vans, kombis e barcas) não funcionaram como previsto. A SuperVia está mantendo o esquema especial de funcionamento para atender aos seus usuários e opera com capacidade máxima. A concessionária prevê uma oferta de 1 milhão e 620 mil lugares durante esta quarta (14), como aconteceu no dia anterior. 

O Metrô e Barcas anunciaram que vão seguir com as operações especiais. Esses modais estão recebendo o reforço das linhas de ônibus que estão circulando, pelo sistema de integração. 

A greve ultrapassou os limites da cidade. Motoristas da Baixada Fluminense também fizeram uma paralisação, que começou à meia-noite de terça-feira (13). Os rodoviários de Nova Iguaçu anunciaram a greve e foram seguidos por trabalhadores de Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo, Japeri e Queimados. Segundo o Transônibus, sindicato que representa 36 empresas de ônibus dos seis municípios, a adesão foi baixa, só 20% da frota ficou paralisada, e a violência também: 12 ônibus quebrados.

Semana passada, no primeiro dia da greve, a Rio Ônibus informou que 345 ônibus tinham sido depredados até o final do dia. Ontem (13), foram contabilizados 158 ônibus até as 17h. No total, foram 705 ônibus depredados.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, cerca de 40% dos quase 8,5 mil ônibus que circulam pela cidade estavam funcionando na tarde desta quarta, o que facilitava a volta para casa dos trabalhadores. Informadas sobre a possibilidade de paralisação, muitas pessoas evitaram sair de casa ontem e hoje. Até patrões liberaram funcionários ou abriram mais tarde por causa de atrasos. O Sindicato dos Lojistas do Comércio (Sindilojas) acredita que os prejuízos só hoje chegam a R$ 280 milhões, 70% do faturamento diário do setor.

A Fecomércio RJ estimou o impacto da greve de rodoviários sobre o setor: considerando os passageiros que utilizam o ônibus como 1ª condução para ir de casa ao trabalho, a previsão é de que 977,8 mil trabalhadores do setor do comércio tenham sido afetados. 

Tags: baixada, greve, motoristas, Rio, rioonibus, rodoviários, transonibus

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