Jornal do Brasil

Sábado, 1 de Novembro de 2014

Rio

Coordenadora do Sepe confirma ato após assembleia de quinta-feira

Segundo ela, adesão à greve dos professores é de 50% na rede municipal e 30% na estadual

Jornal do BrasilAna Luiza Albuquerque*

Está programada uma passeata após a assembleia unificada dos profissionais da educação, que acontecerá nesta quinta-feira (15), às 11h, no clube municipal da Tijuca. É o que informa Gesa Linhares, uma das coordenadoras do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe).

"O ato servirá para dialogar com a população sobre a greve e o percurso será definido na própria assembleia. O objetivo é caminhar até a Prefeitura ou chegar até o Governo do Estado, porque nem o prefeito nem o governador nos chamaram para negociar", aponta Gesa. Durante a assembleia também será definido o rumo da paralisação. 

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A coordenadora afirma que na noite de quarta-feira (14) será realizado um conselho deliberativo para escutar as propostas e informes das assembleias locais e apreciar os mesmos. De acordo com ela, a adesão ao movimento até a noite desta segunda-feira (12) foi de 50% na rede municipal do Rio de Janeiro e 30% na rede estadual. 

A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) garante que o percentual de adesão à greve se manteve nesta terça-feira (13) em 0,3%. O órgão lamenta que o Sepe não tenha comparecido à reunião desta segunda-feira, realizada pelo Grupo de Trabalho, formado a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), que contou com a presença de representantes da União dos Professores Públicos do Estado (Uppes) e da Seeduc. 

A secretaria lembra que o ministro do STF Luiz Fux marcou uma reunião em Brasília para esta terça-feira, às 14 horas, com representantes do Sepe e dos governos municipal e estadual. Segundo a assessoria, o secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia, estará presente no evento. O Sepe disse que não comparecerá por não ter sido oficialmente notificado.

Os grevistas requerem que os acordos estabelecidos durante a última paralisação, que durou 70 dias, sejam cumpridos. O Sepe garante que ainda não há 1/3 de atividades extra-classe, que não houve redução de 40 para 30 horas semanais, controle quantitativo dos alunos, nem revisão da matriz curricular. Outra reclamação é a diferença salarial entre professores da rede municipal, que estariam recebendo entre 18 e 25 reais por hora/aula. 

*Programa de Estágio Jornal do Brasil

Tags: greve, paralisação, passeata, professores, reivindicações, sepe, sindicato

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