Jornal do Brasil

Quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Rio

Secretário diz que greve dos rodoviários afeta 2 milhões de pessoas no Rio

Jornal do Brasil

O secretário municipal de Transportes do Rio de Janeiro, Alexandre Sansão, afirmou que cerca de 2 milhões de pessoas foram afetadas pela greve dos motoristas e cobradores de ônibus até a tarde desta quinta-feira. Por causa da paralisação, iniciada na madrugada desta quinta, apenas 30% da frota de coletivos estão circulando, segundo a Rio Ônibus, sindicato de empresas de ônibus da cidade. Mais de 300 coletivos foram depredados em ações de grevistas.

O secretário teme que no fim da tarde os cariocas voltem a enfrentar a falta de ônibus como aconteceu durante a manhã. Segundo ele, o plano de ação traçado pela prefeitura prevê medidas mais integradas dos órgãos municipais para que ações de grevistas não impeçam a circulação da população e para que o trânsito nas avenidas da cidade não seja interrompido, como aconteceu pela manhã, em vias como a Avenida Brasil. A prefeitura solicitou o reforço da Polícia Militar em ruas importantes e perto de garagens de ônibus. “A prefeitura e a PM estão atuando para evitar que pessoas interceptem ônibus, depredem coletivos e obriguem eles a voltarem para as garagens”, disse o secretário. 

A outra parte do plano é pressionar a Rio Ônibus, sindicato das companhias, para que as empresas convençam os funcionários sobre a necessidade de voltarem ao trabalho. “Estamos pressionando a Rio Ônibus a resolver isso rapidamente. Eles começaram a fazer uma comunicação intensiva aos seus profissionais, principalmente aos que vão entrar no expediente da tarde, para informá-los que não há greve formal”, afirmou Sansão. Segundo o secretário, as empresas têm que dar segurança aos profissionais para que eles possam sair de suas garagens normalmente. “O que aconteceu de manhã foi que a maior parte dos trabalhadores não foi para as ruas porque foi impedida e houve falta de informação a esses funcionários”, explicou o secretário.

Na opinião de Sansão, o percentual da frota circulando pela manhã, de 30%, foi muito baixo. “Temo que o mesmo problema aconteça à tarde. Por isso é que vamos pegar o máximo de informações e agir no que estiver ao nosso alcance. Vamos ver se a situação melhora. Eu queria que à tarde circule 100% da frota. Não dá. O mínimo que tem que ter é 80% da frota rodando para que o serviço opere bem”, disse.

Segundo o secretário, a greve impactou em cerca de 3 milhões de viagens nesta quinta. “Foram cerca de 2 milhões de pessoas afetadas, que tiveram que cancelar compromissos, se atrasaram, viajaram sem conforto. Isso sem falar nas pessoas que foram afetadas pelos problemas do trânsito”, afirmou.

De acordo com Sansão, não cabe à prefeitura intermediar negociações entre grevistas e empresas. Porém, a prefeitura vai analisar, ao final do dia, se cabe alguma penalidade contra a Rio Ônibus. “Temos que ver quais são as causas do movimento, e até que ponto as empresas estão tomando as medidas que estamos exigindo”. O secretário orientou a população a se informar sobre as condições de trânsito antes de sair de casa ou do trabalho e a evitar os horários de pico, saindo mais cedo ou mais tarde.

A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) informou que a greve dos motoristas e cobradores de ônibus acontece apenas na cidade do Rio e não atinge coletivos intermunicipais ou de outras cidades do estado. Em nota, a Fetranspor repudiou os atos de vandalismo na greve dos rodoviários."Lamentamos que a manifestação de um pequeno grupo, que sequer representa oficialmente a categoria, tenha ganhado contornos de violência, gerando prejuízos não só às empresas, mas a toda a população que vive, trabalha ou vem à cidade do Rio de Janeiro e depende dos ônibus para desempenhar suas atividades básicas", diz a nota.

Tags: coletivos, noite, paralisação, Rio, sansão

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