Jornal do Brasil

Domingo, 26 de Outubro de 2014

Rio

Greve de rodoviários reduz vendas no comércio do Rio, dizem lojistas

Agência Brasil

Os comerciantes do Rio calculam perda de 60% nas vendas por causa da greve dos rodoviários. “Muitas lojas estão abertas, mas o grande público não consegue chegar. Considerando que o comércio do Rio fatura cerca de R$ 400 milhões por dia, 60% é uma perda muito significativa”, disse o presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio (Sindilojas-Rio), Aldo Gonçalves.

Na avaliação do professor de varejo da Fundação Getulio Vargas, Daniel Plá, as perdas irrecuperáveis devem ultrapassar R$ 50 milhões. “Perdas irrecuperáveis são aquelas que o comércio deixa de vender hoje e não consegue vender no dia seguinte”.

Conforme Plá, a Sociedade dos Amigos e das Adjacências da Rua da Alfândega (Saara), área de comércio popular a céu aberto, é uma das áreas mais afetadas, com perdas estimadas em 35%.

Em bairros da zona sul, como Copacabana e Ipanema, Daniel Plá disse que os comerciantes estimam perdas de mais de 50% devido à maior circulação de clientes nessas regiões.  O professor avalia que os bairros menos afetados são aqueles que têm vida própria, como Madureira e Bonsucesso, na zona norte do Rio. “Eles têm uma densidade populacional considerável e são menos afetados”, disse.

Um grupo de rodoviários iniciou hoje a paralisação. Eles discordam do acordo fechado entre o sindicato dos trabalhadores e a Rio Ônibus, representante dos patrões, que prevê reajuste salarial de 10% e aumento na cesta básica, passando de R$ 120 para R$ 150 com desconto de R$ 10.

De acordo com um dos representantes da comissão insatisfeita com o acordo, Hélio Teodoro, eles reivindicam um reajuste salarial de 40% e cesta básica no valor de R$ 400, além do término da dupla função - quando o motorista também é cobrador. O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de ônibus do Rio de Janeiro (Sintraturb-Rio) informou, em nota, que o reajuste acordado com a Rio Ônibus foi estudado com base na comparação de negociações em outros estados e a proposta foi colocada em assembleia e "aprovada por ampla maioria”. O presidente do sindicato, José Carlos Sacramento, se manifestou contra o movimento dissidente.

Na última sexta-feira (2), a Rio Ônibus informou, em nota, que o reajuste é o maior concedido em todo o país, “o que contribui para melhorar as condições de trabalho dos 40 mil profissionais beneficiados com o acordo. Com a antecipação do reajuste, o aumento real será de 11,6% para a classe dos rodoviários”.

Com a greve, a circulação de ônibus ficou reduzida na cidade. 

Tags: caos, cobradores, motoristas, paralisação, Rio

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