Jornal do Brasil

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

Rio

Moradores da Rocinha fazem novo protesto por morte de Gleice

Autoestrada Lagoa-Barra foi fechada por cerca de meia-hora

Jornal do Brasil

Dezenas de moradores da Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, fizeram uma nova manifestação, na noite desta quarta-feira (7/5), cobrando das autoridades maior empenho na elucidação do assassinato da jovem Gleiciane de Oliveira, de 18 anos, estuprada e morta dentro de um bar da comunidade na Quarta-Feira de Cinzas. O grupo de manifestantes grivava por "Justiça" e exibia cartazes com fotos de Gleice e pedindo uma justificativa das autoridades.

A foto do suspeito já foi divulgada, mas a família de Gleice diz que a Polícia não se esforça para prender José Maurício Nascimento da Silva, um paraibano de 33 anos, apontado como responsável pelo assassinato. "Em dois meses a polícia ainda não sabe nos informar nada sobre o caso da minha filha. Nós da família que estamos seguindo os passos desse assassino, que chegou do nada para fazer isso com a minha filha. Estivemos essa semana com uma pessoa que trabalhava com ele em Copacabana, como camelô, mas ela também não sabe do paradeiro dele. Não vamos desistir de pedir por Justiça", disse o pai da jovem, Antônio Manuel Silva, de 48 anos.

Gleiciane deixou um filho de três anos. A jovem tinha acabado o ensino médio e sonhava cursar a universidade. "Como pode isso acontecer com uma pessoa não fazia mal para ninguém. A milha filha era uma menina muito boa, dedicada. Esses dois meses sem ela tem sido de muito sofrimento e agora o filho dela já está perguntando onde está a mãe e em alguns momentos fica muito triste e distraído", contou a mãe de Gleice, Conceição de Maria Oliveira, de 39 anos. 

José Maurício Nascimento da Silva é acusado do crime
José Maurício Nascimento da Silva é acusado do crime

Mariana Silva, de 18 anos, prima de Gleice, disse que os familiares e amigos da vítima mandaram fotos de José Maurício para diversas entidades de Direitos Humanos na Paraíba. "Temos a esperança de alguém reconhecer e denunciar o paradeiro desse homem", contou ela. 

Os moradores interditaram a Autoestrada Lagoa-Barra, no sentido Barra da Tijuca, por cerca de 30 minutos. A via foi liberada por volta das 20h. O Centro de Operações Rio informou que também foi fechado o acesso da Praça Sibélius para os túneis Acústico e Zuzu Angel. Os motoristas que seguiam para São Conrado eram desviados para a Avenida Padre Leonel Franco e, depois, para a Avenida Niemeyer. 

Tags: comunidade, jovem, manifestação, morte, rocinha

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