Jornal do Brasil

Sábado, 20 de Setembro de 2014

Rio

RJ ocupa 9º lugar no ranking nacional do Disque 180 

Serviço da Presidência da República é voltado para o enfrentamento da violência contra mulheres

Jornal do Brasil

A Central de Atendimento à Mulher (Disque 180) da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) divulgou essa semana os números da violência contra a mulher nos estados do Brasil. O Rio de Janeiro aparece na 9ª posição na classificação nacional de acesso ao Disque 180. De acordo com a pesquisa, em números absolutos houve 55.087 atendimentos no Estado. 

No ranking nacional, a taxa de registro no Rio foi de 658,41 por 100 mil mulheres em 2013. Com base no balanço anual, o município fluminense de Nova Iguaçu se destacou entre os demais que procuraram o serviço. Com taxa de registro de 955,28 por 100 mil mulheres, lidera a classificação estadual. 

Dados divulgados pela Central de Atendimento à Mulher - Disque 180
Dados divulgados pela Central de Atendimento à Mulher - Disque 180

Os municípios de Queimados e Engenheiro Paulo de Frontin vêm logo em seguida, apresentando taxas de 940,87 e 913,38, respectivamente. A cidade do Rio de Janeiro ocupa a 5ª posição no ranking, com 624,67 registros por 100 mil mulheres.

Panorama nacional – A população feminina do Distrito Federal (DF) liderou, em 2013, o ranking nacional de registros na Central de Atendimento à Mulher – Disque 180.  

Segundo o levantamento, o Distrito Federal alcançou taxa de registro de 1.171,02 por 100 mil mulheres. A vice-liderança foi ocupada pelas paraenses, com taxa de 809,44. A terceira posição ficou com o Amapá, com taxa de 742,78 acessos ao Disque 180. 

A Central de Atendimento à Mulher atingiu 532.711 registros no ano de 2013, totalizando quase 3,6 milhões de ligações desde que o serviço foi criado em 2005. A violência física representa 54% dos casos relatados e a psicológica, 30%. No ano, houve 620 denúncias de cárcere privado e 340 de tráfico de pessoas. Foram registradas ainda 1.151 denúncias de violência sexual em 2013, o que corresponde à média de três ligações por dia sobre o tema.

O levantamento do serviço aponta que em 2013 subiu de 50% para 70% o percentual de municípios de origem das chamadas. Cresceu também — em 20% — a porcentagem de mulheres que denunciou a violência logo no primeiro episódio. Relatos de violência apontam que os autores das agressões são, em 81% dos casos, pessoas que têm ou tiveram vínculo afetivo com as vítimas.

Tags: agressões, classificação, mulher, municípios, Vítimas

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