Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

Rio

Engenheiros avaliam obras do PAC em mobilidade urbana no Rio

Jornal do Brasil

Cidade, que enfrenta sérios problemas de transporte, será palco para discussão sobre o modelo ferroviário, nesta sexta (25), às 9h, com a presença do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão.

Com 160 anos de ferrovias no Brasil, entidade de classe comemora a data de 30 de abril com alerta sobre o retrocesso do sistema de linhas de trens no país.

Para comemorar os 160 anos das ferrovias brasileiras, a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) propõe um debate sobre a necessidade do transporte ferroviário para o desenvolvimento nacional. Os investimentos em mobilidade urbana - com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC I e II) do governo federal - e em infraestrutura no país serão temas do seminário “Sistema Ferroviário Brasileiro - Diagnósticos e Propostas”, que acontece nesta sexta-feira (25), a partir das 9h, na Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomercio-RJ).

Para encontrar soluções para as ferrovias brasileiras, participam do seminário especialistas e representantes do setor, como o ex-secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes e consultor de transporte e logística, Marcelo Perrupato, além de autoridades, como o governador do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. 

Durante o evento, será apresentado um projeto de revitalização da primeira ferrovia brasileira, na Estrada de Ferro Barão de Mauá, para a concepção do Museu da Ferrovia do Rio de Janeiro. A ideia é aproveitar o espaço da estação de trem abandonada, no centro da cidade precursora desse modal de transporte, para promover a cultura na região. Uma mesa redonda com profissionais do setor público e das concessionárias do setor privado também vão debater a proposta que pretende valorizar o histórico ferroviário da cidade.

Segundo avaliação da FNE, de acordo com dados do Instituto Ilos, especializado em logística, o transporte de carga por ferrovias é cada vez mais uma opção para alavancar um crescimento econômico sustentável e melhorar a infraestrutura nacional. “As obras do PAC I e II foram importantes para impulsionar a infraestrutura brasileira, mas precisam ser concluídas. Investir em ferrovias é uma alternativa de menor custo em relação ao uso de rodovias, por exemplo. Hoje, empresas dos setores sucroalcooleiro, de celulose e de mineração são as que mais utilizam esse transporte, mas a malha ferroviária deve ser ampliada”, destaca o presidente da entidade, Murilo Celso Pinheiro.

Hoje, o Brasil tem, aproximadamente, 29 mil quilômetros de ferrovias, mas a demanda pelo transporte de carga e de passageiros, em especial, na cidade do Rio de Janeiro, é cada vez maior. Para o presidente da FNE, Murilo Celso Pinheiro, “o sistema ferroviário brasileiro regrediu ao longo dos anos”.  Na sua avaliação, “hoje, pela falta de investimentos, temos um número menor de trilhos e o volume de cargas por quilômetros também é muito inferior. Para um país continental como o nosso, é impossível pensar em desenvolvimento nacional sem pensar em um sistema de transporte mais econômico como as ferrovias”.

Projeto Cresce Brasil

O evento faz parte do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, cuja primeira versão foi lançada em 2006, que propõe a discussão periódica dos principais problemas nacionais e sugere propostas de solução. Desta vez, os especialistas vão discutir os pontos sensíveis do setor ferroviário para preparar recomendações técnicas, que servirão de base para a elaboração da terceira edição do documento Cresce Brasil - que será apresentado aos candidatos à Presidência nas eleições de 2014. O documento serviu de base para a elaboração do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal

Tags: debate, encontro, pac, Rio, transporte

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