Jornal do Brasil

Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Rio

Moradores do Pavão-Pavãozinho protestam após morte de jovem

Agência Brasil

Moradores do Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul do Rio de Janeiro, protestam no final da tarde desta terça-feira (22) contra a morte de um morador, identificado como Douglas Rafael da Silva Pereira, 25 anos, conhecido como DG e um dos dançarinos do programa "Esquenta", da Rede Globo. Os manifestantes colocaram fogo em pneus em ruas da comunidade. Um menino de 12 anos foi baleado quando descia a Ladeira San Roman, perto da esquina com a Rua Sá Ferreira, e levado para o hospital. 

Com a manifestação, a Avenida Nossa Senhora de Copacabana precisou ser interditada. O comércio local fechou as portas.

Policiais do Batalhão de Choque, do Bope, os bombeiros foram acionados para controlar o tumulto na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da região, que mais cedo foi alvo de ataques criminosos, de acordo com a PM. Por volta das 19h, helicópteros sobrevoavam a comunidade e nas entradas do morro era possível ouvir muitos tiros e moradores relatam quebra-quebra e focos de incêndio em becos do morro.

A Coordenadoria de Polícia Pacificadora recebeu dos moradores a informação de que havia um corpo dentro de uma escola da comunidade. Peritos da Polícia Civil estiveram no local e a área foi isolada. Logo após, moradores iniciaram uma manifestação e houve muita confusão nas proximidades da escola. De acordo com amigos de DG, ele também trabalhava como mototaxista no Pavão-Pavãozinho e pode ter sido confundido com traficante. Testemunhas afirmam que ele pulou o muro da creche para se esconder e foi espancado até a morte. As informações não foram confirmadas pela CPP. 

Segundo a polícia, o corpo do rapaz apresentava escoriações e a causa da morte pode ter sido a queda do muro da creche.  

Menino é baleado durante protesto

Um menino de 12 anos de idade foi baleado por volta das 18h de hoje (22) durante protesto de moradores do Morro do Pavão-Pavãozinho na zona sul do Rio de Janeiro, segundo relatos de pessoas que vivem na comunidade. Os manifestantes protestavam contra a morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira. O garoto, que, segundo os moradores, tem problemas mentais, foi atingido quando descia a Ladeira San Roman perto da esquina com a Rua Sá Ferreira, em Copacabana. De acordo com os relatos, ele estava sozinho e com as mãos para o alto. Um policial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da região, no entanto, disse que o menino foi atingido por uma pedra lançada pelos próprios moradores.

A Ladeira San Roman, principal acesso ao Pavão-Pavãozinho, continua bloqueada por várias fogueiras acesas pelos manifestantes. Parte da comunidade está sem energia elétrica. De acordo com moradores, o garoto foi colocado em uma viatura e, depois, retirado do local.

Protesto em Copacabana por morte de dançarino interdita principais vias

A Avenida Nossa Senhora de Copacabana e as ruas Barata Ribeiro e Pompeu Loureiro, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, estão interditadas na altura da comunidade do Pavão-Pavãozinho, devido a um protesto de moradores pela morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira. Eles atearam fogo a objetos, fazendo barricadas em alguns pontos das vias. A estação do metrô na Rua Sá Ferreira, nas proximidades da favela, foi fechada.

O corpo de Douglas Rafael, 25 anos, foi encontrado dentro de uma escola municipal, na favela, por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Ele era morador na comunidade e se apresentava em programa de auditório da Rede Globo. A  assessoria de imprensa do Comando de Polícia Pacificadora informou que a polícia foi chamada por moradores para retirar um corpo encontrado dentro da escola, que não tinha sinais de bala.

Segundo a ONG Justiça Global e a Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, com base em denúncia de moradores, a morte do rapaz foi consequência de espancamento, por policiais da UPP, na madrugada de hoje.

Polícia Civil do Rio investiga causas da morte de dançarino

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou, por meio de sua assessoria de comunicação social, que as circunstâncias da morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, ocorrida na comunidade do Pavão-Pavãozinho, entre Copacabana e Ipanema, na zona sul do Rio, estão sendo investigadas pela 13ª Delegacia Policial (Ipanema). De acordo com a polícia,  o laudo de local apontou que as escoriações no corpo de Douglas são compatíveis com morte ocasionada por queda. Equipes da delegacia estiveram no local e testemunhas e moradores da comunidade serão chamados para prestar depoimento.

A morte de Douglas Rafael, de 25 anos, provocou um protesto dos moradores, que acenderam fogueiras e fizeram barricadas nas vias de acesso à comunidade. A manifestação obrigou a interdição ao tráfego da Avenida Nossa Senhora de Copacabana e da Rua Raul Pompéia, duas das mais importantes vias do bairro de Copacabana, no trecho próximo à favela. A saída da estação Ipanema do metrô para a Rua Sá Ferreira também foi fechada.

O corpo de Douglas Rafael, que se apresentava como dançarino no programa Esquenta, da TV Globo, foi encontrado dentro de uma escola municipal do Pavão-Pavãozinho por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade. Segundo a assessoria de imprensa da UPP, o corpo não apresentava sinais de bala.

Com Agência Brasil

Tags: ataques, Bope, criminosos, morte, pavão-pavãozinho, rapaz

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