Jornal do Brasil

Sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Rio

Funcionários de 13 cemitérios municipais do Rio fazem greve na sexta

Agência Brasil

Funcionários da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, que administra 13 cemitérios na capital fluminense, farão uma paralisação na próxima sexta-feira (25) das 9h às 13h em protesto aos atrasos no pagamento dos salários. Apenas o Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona portuária da cidade, não irá aderir à paralisação.

Os salários e benefícios estão atrasados há quatro meses e os encargos trabalhistas não estão sendo pagos. A denúncia foi feita pelo diretor social do Sindicato dos Empregados em Instituto Beneficentes, Religiosas, Filantrópicas e Organizações Não Governamentais do Estado do Rio de Janeiro (Sindfilantrópicas), Marcos Flávio Mendonça. “A Santa Casa nem férias está dando. Muitos trabalhadores estão sendo mandados embora, forçando todos a entrar na Justiça para conseguir receber o que é de direito”, disse.

Segundo o diretor, a Santa Casa não se manifesta quando procurada pelo sindicato, o que dificulta saber ao certo o porquê da dificuldade nos pagamentos. “Nós estamos exposto nossa insatisfação. Muitos trabalhadores estão passando necessidade, alguns já foram despejados de suas casas. A situação é caótica. Nós tentamos nos reunir com a direção da Santa Casa para dialogar, mas ninguém nos atende, nos dá satisfação. A prefeitura também não responde sobre o novo consórcio que ia assumir a gestão dos cemitérios”, disse Mendonça.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria da Santa Casa da Misericódia admitiu que a entidade passa por uma crise financeira. Segundo a instituição, há uma conversa com os administradores dos cemitérios para tentar pagar as pendências o mais rápido possível.

Passando por dificuldades de administração há alguns anos, a Santa Casa teve como estopim para a atual crise a denúncia de fraude, em julho do ano passado, na venda de jazigos sem autorização da prefeitura, além de construir túmulos de forma inapropriada, sonegar notas fiscais e falsificar documentos. A entidade perdeu o título de entide filantrópica e o então provedor Dahas Chade Zarur foi afastado do cargo, sendo substituido pelo advogado Luiz Fernando Mendes.

Tags: Casa, funcionários, pagamento, paralisação, salários, Santa

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