Jornal do Brasil

Quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Rio

Polícia faz reconstituição da morte de mulher arrastada por camburão

Jornal do Brasil

A Polícia Técnica realizou nesta quinta-feira (3) a reconstituição da morte da auxiliar de serviços gerais Cláudia Silva Ferreira, 38 anos, com a presença dos oito policiais envolvidos na ação e remoção da vítima num camburão do 9° Batalhão da Polícia Militar (PM), para o hospital. Durante o trajeto, a porta da caçapa (local destinado a carregar presos) se abriu e o corpo de Cláudia foi arrastado por cerca de 300 metros pela Estrada Intendente Magalhães, em Campinho.

Todos os passos foram reconstituídos pela perícia: desde o momento em que a vítima foi atingida por um tiro na parte alta do morro da Congonha, em Madureira, no dia 16 de março, até ser transportada em um camburão da PM para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes.

O delegado Carlos Henrique Machado, encarregado das investigações sobre a morte de Cláudia, disse hoje que a prova testemunhal já foi produzida, a maior parte das perícias já foi feita e os laudos foram recebidos pela delegacia. "Como permanecem algumas divergências e a principal delas é identificar de onde possa ter partido o tiro que matou a senhora Cláudia, esclarecer isso é o nosso objetivo".

De acordo com o policial, todos os personagens envolvidos no caso foram chamados a participar da reconstituição e todos "esses personagens foram posicionados pelo perito. Vamos confrontar [todos os passos] para poder concluir se ela foi alvejada por traficantes ou policiais militares", disse.

A partir da reconstituição será gerado um laudo, que será concluído em 30 dias e anexado ao acervo da investigação. Caso não surja nenhum fato novo ou nenhuma testemunha relevante, um relatório final vai ser produzido a encaminhado ao Ministério Público.

Tags: auxiliar, Madureira, morte, policiais, serviços

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