Jornal do Brasil

Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Rio

Rio pede ajuda ao exército para combater violência

Forças Armadas vão ocupar as favelas

Jornal do Brasil

Na edição desta terça-feira (25) do jornal inglês The Guardian, a guerra nas favelas foi destaque. As autoridades brasileiras estão prontas para enviar o exército para as favelas do Rio de Janeiro menos de três meses antes da Copa do Mundo, afirma o veículo. A decisão foi devido aos ataques contra a polícia, que resultaram em atos de violência das mais tensas desde o início da ocupação das favelas. O governador do Rio, Sérgio Cabral, solicitou reforços depois de ataques a bases policiais, aparentemente coordenados pela maior gangue da cidade, o Comando Vermelho.

Uma escalada de homicídios, mortes por vingança e atentados, afirma o jornal, foram uma verdadeira guerra entre a polícia e os bandidos que ocupam essas comunidades. Moradores de favelas e ONGs dizem que a situação agora é mais tensa do que em qualquer momento de 2010, quando as autoridades começaram um programa de "pacificação" para recuperar o controle das comunidades de traficantes armados.

O governo deve anunciar, segundo o The Guardian, detalhes do destacamento militar nos próximos dias, antes da chegada prevista para Junho de centenas de milhares de torcedores, jogadores e pessoal de apoio para a Copa do Mundo e dos sete jogos que serão realizados no Rio.

A campanha de pacificação, afirma o jornal, é um elemento crucial na preparação da cidade para o torneio. Desde que começou, 38 unidades de Polícia Pacificadora (UPP) foram estabelecidas em favelas, que são agora ocupados por mais de 9.000 policiais.

Até o ano passado, diz o The Guardian, os ganhos em segurança pública eram evidentes. Mas a confiança no programa sofreu um abalo por uma série de abusos dos direitos humanos por parte dos policiais. Sentindo que a opinião pública estava reticente quanto ao programa, os líderes do Comando Vermelho presos deram ordens para que fossem desferidos vários ataques às forças policiais implantadas nas favelas. Cinco policiais foram mortos desde fevereiro. O mais recente deles era um oficial baleado na garganta durante uma briga com dois jovens em uma favela no fim de semana.

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