Jornal do Brasil

Domingo, 26 de Outubro de 2014

Rio

Delegado voltará a ouvir policiais para apurar morte de mulher arrastada

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro convocou os três policiais militares presos por transportar uma mulher baleada no porta-malas do carro para prestar novos depoimentos na delegacia de Madureira (29ª DP), na Zona Norte da cidade. O delegado responsável pelo caso enviou nesta terça-feira (18/3) ofício ao Batalhão de Rocha Miranda (9º BPM), onde os policiais são lotados, explicando a necessidade das novas oitivas. Um novo vídeo divulgado nesta terça revela que Cláudia já estava sendo arrastada por pelo menos cem metros antes da filmagem da viatura da PM. 

Pelos dados do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, os subtenentes Rodney Miguel Archanjo e Adir Serrano Machado já responderam a inquéritos por homicídio qualificado e simples, respectivamente. No sistema do Tribunal consta que o processo de Rodney Archanjo foi arquivado em fevereiro de 2014 pela Vara Criminal de Magé, na Baixada Fluminense. Já o de Serrano, em fevereiro de 2005, pela 1º Vara Criminal de Madureira

O secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, declarou por meio de assessoria de imprensa que repudia a conduta dos policiais, que já estão presos. Informou ainda que Inquérito Policial Militar foi instaurado e que a Polícia Civil também investiga o caso.

Em seu perfil no Twitter, a presidente Dilma Rousseff se pronunciou sobre o trágico episódio. "Cláudia da Silva Ferreira tinha 4 filhos, era casada havia 20 anos e acordava de madrugada para trabalhar em um hospital, no Rio. A morte de Claudia chocou o país. Nessa hora de tristeza e dor, presto a minha solidariedade à família e amigos de Cláudia", disse Dilma em suas postagens. 

>> Moradora baleada e arrastada por carro da PM é sepultada no Rio

Claudia da Silva Ferreira, de 38 anos, foi atingida durante uma operação da PM na comunidade onde morava, em Madureira, no domingo (16) e socorrida pelos três policiais. Ela foi colocada no porta-malas do carro da PM. No trajeto para o hospital, o porta-malas se abriu e ela foi arrastada pela rua por cerca de 350 metros. Claudia já chegou morta ao Hospital Carlos Chagas, segundo a Secretaria Estadual de Saúde do Rio.

Os três PMs já foram ouvidos pela Polícia Civil no mesmo dia da morte de Claudia, quando foram fazer o registro das mortes e apreensões feitas durante a operação policial na comunidade Congonha, em Madureira. Na ocasião, no entanto, a polícia ainda não sabia que a mulher havia sido arrastada pelo carro, durante o socorro. Eles foram presos pela própria PM, por crime militar, e encaminhados ao Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste da cidade. A PM definirá quando os policiais serão ouvidos e onde prestarão depoimento, se no próprio presídio ou na delegacia. Testemunhas do caso também deverão prestar depoimento a partir desta quarta-feira (19/3), na 29ª DP. 

Tags: arrastada, claudia, congonha, militares, morte, Operação

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