Jornal do Brasil

Sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Rio

Mulheres fazem caminhada por direitos de gênero e contra a violência no Rio

Agência Brasil

Mulheres de vários municípios do Rio de Janeiro fizeram na manhã de hoje (16) uma caminhada pela orla de Copacabana, na zona sul da cidade do Rio, por direitos de gênero e contra a violência. O evento contou com o apoio de órgãos como a Subsecretaria Estadual de Políticas para as Mulheres e a Defensoria Pública do Estado, além de organizações não governamentais.

Terezinha Ruade, presidenta do Movimento Articulado de Mulheres de Saquarema (Mamas), veio ao Rio com uma caravana de mulheres de seu município, localizado a 100 quilômetros da capital. “Na nossa cidade, a gente tem lutado contra estupros e violência doméstica. Buscamos a paz e a tranquilidade para que nossas famílias possam ter uma qualidade de vida melhor”, disse.

Para a subsecretária de Políticas para as Mulheres, Marta Dantas, ainda há muitos desafios para a garantia dos direitos da população feminina no estado. “Primeiramente, temos que saber quem são as mulheres [que sofrem a violência]. Muitas vezes, quando elas são violentadas, elas não sabem se procuram a delegacia, um advogado, um núcleo de atendimento ou uma secretaria de assistência social. Vamos buscar trabalha com uma rede de ONGs [organizações não governamentais] que sabem realmente o que acontece em seus bairros”, disse.

Segundo dados do Dossiê Mulher do Instituto de Segurança Pública (ISP), divulgado em maio do ano passado, a maior parte dos crimes contra a mulher ocorre no espaço doméstico e no ambiente familiar. As mulheres são as maiores vítimas de calúnia, injúria e difamação (72,4%), ameaça (66,7%) e agressão (65,3%). De acordo com os dados, foram registrados quase 6 mil casos de estupro no ano passado.

Tags: copacabana, isp, mamas, mulheres, passeata

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Comentários

1 comentário
  • Raniel Nascimento de Souza

    Ir em busca dos direitos e garantias, SIM. Mas o que essa tal de expressão "GÊNERO" tem a ver? O que se entende por "direitos de gênero"?
    A IDEOLOGIA DE GÊNERO - para aqueles que sabem o que ela significa - é um perigo para a família, pois traz em si uma ideia, uma informação, subliminar perigosa e atinge diretamente a sexualidade do homem e da mulher. Trocando em miúdos: para os ideólogos não existe sexo masculino ou feminino. Isso seria, para os eles, uma construção social que deve ser desarticulada. Portanto, estou vendo com preocupação essa expressão "GÊNERO" ganhando espaço em tantos discursos, em leis, e não estamos nos atentando para o perigo que expressão traz em si.

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